terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013



    Como de costume, estou aqui para eternizar 2013 entre seus fatos e acontecimentos que mais me marcaram ao longos dos meses. Pois bem, se pudesse definir este ano em alguma palavra... talvez seria "Persistência" a escolha.

    Até agora estou me perguntando como consegui enfrentar, aguentar e superar tanta coisa em apenas alguns meses. Eu só tenho a agradecer a todos que participaram comigo deste ano, que me apoiaram, ajudaram. Pois por mais que no fim as coisas saíram do passo da felicidade, tive muitos, bons momentos. Obrigada a todos.
    Começo dizendo que este foi o ano que mais botei a cara para bater, e corri atrás da base do meu sonho profissional. Eu realmente levei a sério essa coisa chamada: Universidade.
    Realizei este ano um dos meus maiores sonhos: Entrar na UFPR - Tec. Produção Cênica! Nunca chorei de tanta felicidade, como foi ao ver meu nome da lista de aprovados. Uma nova etapa em minha vida estava começando logo em janeiro, minha vida estava mudando nos primeiros dias de 2013. 

    Uma das coisas que mais sinto orgulho deste ano, é poder estar no fim dele e dizer a todas as pessoas que me disseram que seria impossível: É possível sim fazer duas faculdades, principalmente quando estudamos o que amamos. E sinto uma felicidade enorme ao saber que eu realmente corri atrás, e consegui aguentar a pressão, correria e prazos acima de tudo.
 Já no começo de fevereiro pude notar uma grande passo: Primeira viagem fora de casa. Para alguns vem antes, outros depois... Mas a minha foi a primeira vez que fiquei 4/5 dias fora de casa. Viajei com o Grupo de Teatro Tanahora para Londrina, Maringá e Toledo para o evento da Acolhida aos Calouros nas outras sedes da PUCPR. Sensação de liberdade, responsabilidade, independência e acima de tudo, experiência profissional.        
    Viajei com pessoas do meu trabalho na qual participei desde o começo da criação do roteiro até a sua realização na viagem. Uma experiência única e divertida, na qual pude conhecer vários pequenos lugares e pessoas diferentes. Uma viagem que reuniu a orquestra, coral, dança, equipe técnica e alguns superiores da PUCPR. 

    Foi naquele momento ao entrar no ônibus que sabia que estava fazendo escolhas certas em minha vida. E foi ali, olhando para fora, que tive certeza que o teatro pertence a mim, como eu pertenço ao mundo.
    Porém começo de março também fora um mês triste, pois um dos meus cantores favoritos acabara de falecer. Chorão. Uma pessoa que me inspirou, me fez sorrir e chorar muito com suas letras, sua melodia tocada sempre em vários momentos da minha vida, principalmente quando tinha alguma estréia do teatro. Senti muito com sua perda, pois a sua música me tocava profundamente. O show na qual fui em 2010, fora um dos mais marcantes em minha vida, e sem saber aquele seria o último. Guardo até hoje seu chocolate que jogou do palco, como forma de carinho em registrar aquela energia e aquele momento tão belo que fora seu show, pois me transmitiu muita energia positiva.
   Em março, retomamos com a peça "Homem ao vento" só que agora participando do Festival de Teatro de Curitiba. Minha primeira participação em um Festival, foi sem dúvidas uma experiência muito boa profissionalmente... Senti a diferença na pele como é importante nossa evolução dentro e fora dos palcos, essa tal da maturidade em que temos que ter para podermos evoluir ouvindo críticas e elogios sobre nosso desempenho, e foi a partir daí que senti que teatro é puro estudo, temos que estar em constante atualização com nosso corpo, voz e mente.

    Em abril, o sol começou a aparecer mais forte no dia-a-dia. Começou a correria e as aulas da UFPR. Foi neste mês que percebi que me inscrever para Produção Cênica foi a melhor escolha que eu fiz na minha vida. Foi na UFPR em que comecei a abrir minha mente e meu coração para tudo. Um lugar onde encontrei pessoas queridas, amáveis, amigas e unidas acima de tudo, um lugar na qual me mudou por completo e eu agradeço de coração a todos da minha turma por este ano maravilhoso em que passamos.  
    Ainda em abril, durante uma feira de livros dentro da UFPR (Politécnico), encontrei uma pequenina cachorrinha perdida e mal cuidada no gramado da Universidade, não pensei duas vezes e saí do carro para ajudá-la. Minha vida mudou MAIS ainda a partir daquele momento. Pedimos para alguém ir resgatá-la, arrecadamos doações de ração para cuidar da pequena. Ela encontrou um lar, tomou banho e remédios. Foi naquele dia em que percebi que salvar uma vida no meio do nosso dia-a-dia não era tão impossível, há pessoas e animas que precisam muito de nós. Foi aí que entrei mais ainda neste mundo dos animais. E agradeço a esta pequena por ter me dado esta visão sobre o mundo. Nunca mais soube de seu paradeiro, pois a senhora que a adotou sumiu com ela, o que foi um erro e uma tristeza gigante em meu coração, mas com o passar do tempo depositei amor nos que ainda precisavam de minha ajuda.
    Foi então que em Maio, surgiu a oportunidade através de um trabalho da faculdade (Design Digital)- PUCPR, gravar um vídeo relatando como é o dia-a-dia da SPAC (Sociedade Protetora dos Animais), resultando em um trabalho muito lindo e emocionante, me dando cada dia mais prazer e vontade de cuidar destes pequenos indefesos. Uma experiência linda e mais um passo decisivo na minha vida: Seguir a área audiovisual dentro do Design.
    



    Graças a toda esta história percorrida com os cachorros durantes estes meses, que veio a ideia de adotar a Teca, uma senhora poodle abandonada na rua cheio de tumores em seu corpo. Era uma matriz, na qual dava cria a filhotes que posteriormente seriam vendidos. Como estava incapacitada de ter mais crias, fora jogada na rua.
     Não pensei duas vezes em adotá-la, mesmo com sua idade avançada, seus tumores, sua alergia na pele, adotei com o maior amor do mundo. Hoje em dia, ela é a minha companheira para longas caminhadas no final de semana. A partir deste momento, junto com a ajuda do Tiago (na qual fez o vídeo junto comigo), criamos o "Amigos sem lar". Seu objetivo principal é ajudar na divulgação de cães que precisam ser adotados pois foram encontrados na rua e precisam de um lar.  


      Em seguida pude ter o privilégio de ter ao meu lado meus dois novos hamsters: Jolie e Charlie. Como também final de junho/julho meu pai trouxe para nossa casa a Pituxa, uma cachorrinha que fora atropelada em Pinhais. 
Ao longo do ano tive acertos e erros, mas percebi que vivi intensamente a cada dia, como se realmente fosse o último. No último semestre deste ano, senti dores horríveis em meu peito ao passar por uma situação muito difícil: Lidar com a morte. Infelizmente presenciei a morte da minha primeira cachorrinha, a piti, da minha hamster Jolie. Mas o que foi mais difícil foi sentir a dor da perda de meu diretor Laercio Ruffa e minha Tia Marga. 
    
    Apresentei uma das minhas últimas apresentações sob direção de meu querido chefe, diretor e amigo, Laercio Ruffa dentro de um hospital, na qual se foi em menos de duas semanas depois que chegou a internação. Seus ensinamentos, seu amor pela arte e pelo o teatro, ficarão para sempre eternizados em meu coração.
"Comigo ou sem migo o teatro tem que continuar" e continuou... o grupo se uniu e assim trouxemos alegria e esperança em nossas vidas.
Mas o que mais me marcou fora sua última frase "A arte nos move". E foi a partir daí que percebi que a arte é o motor da minha vida, da minha alma.

Sinceramente, iria falar mais detalhado mês por mês. Mas seguirei falando mais geral, pois muitas coisas ocorreram para citar a data exata de cada uma. Mas gostaria de ressaltar que conheci pessoas incríveis em minha vida, principalmente Alica e Georg um casal alemão que trouxe alegria em minha rotina dentro da universidade, me trazendo conhecimento de sua cultura local e me divertindo horrores, agradeço muito a oportunidade de tê-los em minha vida durante este ano que se passou.

Neste ano fora dividido em duas partes: a boa (1°semestre) e a ruim (2° semestre). Sinceramente? Minha queda para cair em uma profunda depressão foi por pequenos passos, mas sinceramente fiquei admirada por conseguir sair de um buraco negro tão profundo e escuro como este. Após um término de namoro de 1 ano, perder meus dois queridos animais de estimação (cachorrinha e hamster), assim como também perdi na ordem meu diretor e em seguida minha Tia Marga querida. Fiquei com um eterno nó na garganta, sem motivação nenhuma para praticamente nada.
    E ao invés de cair neste poço sem fundo, adotei a Nina. Uma pequenina vira-lata que fora deixada com mais 4 irmãozinhos em uma caixa em um dia chuvoso, com seus rabinhos cortados cruelmente. 
    Nina para muitos pode ser apenas uma simples cachorra, mas para mim foi a resposta de uma esperança inimaginável! Ela me trouxe forças, me trouxe alegria e motivação para continuar. Como adotei com 50 dias de vida, tenho a oportunidade de acompanhar seu crescimento com muita alegria, e sua fase infantil e divertida, me tira de qualquer tristeza me mordendo pra brincar junto.
    Há quem diga que animais são apenas animais, mas eu lhes digo: Animais são remédios para nossa alma! E graças a pequena Nina, meu xodó, abriu meus olhos para a vida, mostrando-me como é bela.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O clarão da cortina

    Talvez fosse mais simples do que eu pudesse imaginar. Uma saudade que aperta o peito e me faz escrever com precisão. Havia tempos em que minha alma não sorria para a vida, ela ficou por meses esquecida em meio a tanta correria. Não, isto não é uma poesia, é apenas a minha confissão.
    Parei. Simplesmente parei e enchi os olhos de lágrimas quando me dei conta que no fim, consegui dar conta de tudo. Dei conta de mim, dei conta das coisas. A vida se encarregou de dar conta da minha própria vida...Seja boa ou ruim, cuidou de mim.
    Superei acima do esperado, eu realmente provei a mim mesma do que eu era capaz naqueles poucos meses em jogo. Precisava crescer, precisava correr atrás do tempo perdido e ao mesmo tempo engolir as dores da alma.
    Perdi dois queridos no caminho da vida, mas soube respirar no compasso certo para que meu caminho fosse generoso com minha chegada. Esqueci das coisas horríveis, adormeci entre planos impossíveis.
    Segundo semestre de dois mil e treze, "tristeza sem limites" - cochichou assim no pé de meu ouvido.
    Ultimamente tudo estava no pé de meu ouvido, as reclamações, as dores, a vontade de sair correndo, a risada baixinha do amigo engasgado nas verdades, o choro contido do amigo solitário. Tudo estava ali, no meu ouvido. E consegui ouvir a tudo, porém tive que tapar os ouvidos para mim mesma.
    Cá estou, tranquila, serena e feliz. Apesar de tudo, feliz.
    Confesso que neste ano aprendi, que as vezes devemos tapar os ouvidos para nós mesmos, deste mesmo modo podemos superar mais rápido as dores da alma, por mais que a chacoalhada seja mais forte no final das contas. Mas funciona, confesso que deu certo.
    Fui obrigada a assistir de camarote o que bem poderia ter visto na platéia. Vi o palco desandar e ao mesmo tempo a cortina se fechar para sempre.
Porém poucos ruídos após, vi uma grande luz por trás das mesmas cortinas. O clarão me cegou, comecei do zero, revirei a alma, corrompi minhas dúvidas, aliviei minhas dores incuráveis, perdoei o imperdoável. E cá estou.

Limpa, nova. Totalmente renovada para uma vida sem desculpas, uma vida sem rancores e remorsos. Uma vida sem angústias.
Uma vida na qual pretendo finalmente viver em dois mil e catorze. 
Seja por sorte ou azar, estou afim de recomeçar do zero aquilo que nunca tive oportunidade de tentar ao certo.

Estou vivendo um degrau acima. E gosto de estar aqui, observando os dolorosos degraus e sorrindo para esta nova etapa que está prestes a começar.

Hora de caminhar! Caminhar e voltar a escrever.
Já aprendi com os deveres nestes meses, agora chegou a hora de botar em prática.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O sol da nossa vida.

Bom dia!

    O dia nasce cinza lá fora, junto com minhas dúvidas e incertezas. Não duvido que meu dia possa ser nem ruim, nem bom. Duvido é de que esteja viva até o último suspiro de luz neste meu país.
Estou vivendo dia após dia, com a certeza de que estou seguindo minha própria linha, sem arrependimentos. Os detalhes da vida estão me guiando em formato de pequenos suspiros de desconhecidos. 
    Aprendi a conviver com sorrisos de meia boca. Pelo menos, mesmo assim, continuam a ser sorrisos e não lágrimas.
    Meus textos se limitaram este ano por falta de tempo, mas continuo correndo para a escrita cada vez que me afogo em incertezas. Costumo escrever de noite, mas o dia me chamou mais cedo.
    O ano está por acabar, e ainda não sei a qual palavra me dirijo para resumi-lo, talvez sua braveza, coragem, frieza e sutileza desse ano? Não sei bem ao certo qual sentimento devo proceder e sentir quanto a isso. ISSO, baú de vidas alheias. Só sei que sobrevivi.
    Minhas lágrimas afogaram este ano em tristeza e superação, alegria e dedicação. Nunca pensei que pudesse ser tão forte e determinada quanto este querido ano me fez ser. Amadureci "na marra".
    O céu está começando a deixar de ser cinza lá fora, vem de forma sutil e comenta em meu ouvido de que o sol está por aparecer, mas pede segredo para que ele não se envergonhe de sua própria luz invadindo a vida alheia pois não gosta de incomodar, gosta é de fazer boas surpresas.
    O sol não tem vergonha de feliz, tem é medo de incomodar, mas chega do mesmo jeito. Preciso dele em minha vida, percebi que por mais que ele não apareça diretamente, ele está me espiando por detrás das nuvens, sorrindo e esperando que eu tenha um bom dia.

    Por isso hoje sorrirei para desconhecidos e mostrarei que mesmo em dias cinzas, todos possuímos um sol por detrás das nuvens, mesmo que pesadas.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Talvez o chão esteja flácido as minhas escolhas.

    Ainda estou engolindo a seco. Não tive coragem nos últimos dias de comentar muito sobre o assunto, a não ser com os mais próximos. 
Mas é de se desconfiar: Perdi o chão.
    Não há riso que alegre, abraço que conforte, o meu chão já não está mais tão firme em terra quanto há meses atrás estava.
O que acontece é que alguém revirou o meu mundo, bagunçou minha vida, cuspiu no meu quarto, derrubou meu coração no chão.
    Estou de luto pela arte, estou de luto pela minha própria fortaleza. 
Estou de luto comigo mesma. Mas ainda não me abandonei.
   Suspirei mil vezes antes de derrubar a lágrima. 
                    - Sentimentalistaaaaaa 
assim, gritaram no pé de meu ouvido.
    Pena que poucos sabem como é virar o mundo de pernas para o alto, e ao olhar ao redor, descobre-se que nada mais temos a nossa volta.
    Estou lutando para continuar em pé e na mesma caminhada de sempre, estou lutando para manter a serenidade em cena, estou lutando para que meu palco não se alague com minhas próprias lágrimas. Continuo na luta, tentando não olhar tanto para trás como costumava a fazer em sua companhia.

    Sinceramente estou buscando o que algum dia, perdi. Não sei o nome, cor ou cheiro, mas perdi em meio aos arbustos espinhosos, que antes mesmo me fizeram chorar ao chegar no chão.
Estou andando nos trilhos certos porém cheios de pedras cortantes.
Sim, sou um poço de emoções e tenho orgulho disso. Falo o que penso, faço o que sinto, e na intuição a arte me leva para onde bem quero estar.
    Confundo vozes, nomes e rostos. Misturo palavras, frases e dilemas. Escrevo torto, e fora das linhas borro pois sou canhota.
    Sou um poço de problemas detalhistas e ao mesmo tempo peco por chorar de mortes rápidas.
    Estou amadurecendo com meus piores dias, estou aprendendo a conviver com a minha própria dor, sou criança-mulher que foge do mundo, que busca uma mentira para me confortar... mas nada mais serve.

    Sou poeta e não aprendi a amar... 
    Quem sabe eu ainda sou uma garotinha. 

sábado, 28 de setembro de 2013

A ordem

    Eu poderia ter simplesmente ignorado o fato de que não tenho mais tempo para escrever. Mas isto corta meu peito ao meio e precisei revisar esta questão.
    Me engasgo nas palavras, ando tortamente nas calçadas, vomito sonhos não realizados, estava realmente perdida, até este minuto. Ou será que ainda estou? Quem nunca se embebedou dos seus próprios mistérios e dúvidas que atire a primeira pedra.
    Quem de nós não correu montanhas, não esperou milhas e milhas de tombos e tropeços para se tocar do que realmente era certo na vida? 
    E eu lhe pergunto, o que é certo? A quem deveríamos e devemos correr para o abraço após um dia ruim? Quais são as palavras certas que precisamos dizer em meio a chuva? O que sentir quando quem lhe ama abraça sem pedir nada em troca?
    Quero mais pitangueiras em minha vida, quero mais sol e menos frio. Quero mais rosas vermelhas em minhas porta, quero hibiscos caídos em meu quarto. Quero de volta os meus lindos domingos de manhã, quero voltar a sentar na minha árvore favorita no fim da tarde.
    Quero que a minha vontade de escrever apareça mais vezes, me alegre, me tire do buraco da rotina, me arraste para mente artística, quero rabiscar meu quarto cantando melodias, quero algo que sei que fugiu. 
    Tudo isso porque não ignoro a falta de minhas palavras. Talvez seja o excesso delas pela boca e não pela escrita. Trocarei a ordem para assim manter a ordem... aquela ordem que já não sei qual é a primeira.
    Se é que a vida tem lá a sua devida ordem.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Jamé

    Eu abandonei minha escrita, por excesso de emoção e escassez de razão. Sinceramente não sei o que ocorre em minhas veias nestes últimos dias. Sinto o tilintar da morte e da angústia choramingando entre meu peito, sou feita de madeira, vidro, folha. Não sou pedra lisa sem gravura. Tenho lá meus sentimentos.
    Eu poderia explicar-lhes que fora um desentendimento com minha vida, um tipo de férias contida, um aviso prévio de que estaria por pouco tempo banida. Mas não fora assim... a mudança chegou e levou tudo o que tinha. Nem a escrita me salvaria. Nem a santa escrita me salvaria...
    Estou em tempos de paz, em tempos de guerra, em tempos de luto. Em que tempo estou? Pois já me parece tão curto! Setembro? Não ouvi! Estamos em setembro? Desculpe-me, estou a beira de junho. Meu mês não quero voar, não quer passar das minhas mãos. "Eles passarão eu passarinho". Passarinho, passarinho, assim fiquei.
    Agosto, mês ingrato, já corroeu meu coração, me fizeste descer os degraus da felicidade por puro medo e ingratidão.Pois que agora venha estúpida solidez, pedra forte no coração. Mate-me zumbido no peito, e veja como a solidão ocupa teu ser na escuridão. 
    Acreditem ou não mas a máquina continua a se locomover, não penso qual trajeto irei seguir, apenas estou deixando a trilha me guiar, o fim dela é onde irei parar. 
    Vamos gastar o que não temos, embebedar os nossos mistérios, descobrir minhas verdades, enterrar o que estava inteiro. Quero saber da minha vida, que história é essa que eu a continha? Quero mais é vomitar os meus segredos, escancarar logo os meus medos, apontar para minha coragem, atravessar a ponte sem receio. Não me olhes torto que já lhe meto o dedo!
    Jurava que era A mas pulei direto pra C, B não me comovia, chorei aos cantos, mas a sessão não resolvia, sessão do desespero de querer voltar. JAMÉEE gritou-me alguém do fundo. Calada fiquei. Calada estou.

Quem sou eu pra brigar com meu futuro. Ingrato, importuno. Traga-me logo o meu sorriso obscuro, pois destas lágrimas contidas, já basta secar meu próprio escudo.

JAMÉ. Será o nome do próximo inimigo. Duvido de ti, querido amigo. Pois fique sentado aqui ao meu lado, um tanto quanto escondido... vamos brincar de acreditar que nosso mistério foi resolvido.

                                    flower photography tumblr - Google'da Ara

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Piti s2

24 de agosto de 2013, o dia em que minha filhote gigante virou a minha estrela guia, a minha anjinha protetora, o meu grande exemplo canino. 
Durante lindos nove anos, você me ensinou o que é felicidade sincera e amizade verdadeira. Me ensinou também que os problemas são menores quando se tem esperança em nosso peito, até o último momento.
Piti, minha guerreira, minha amiga, minha filhote linda. É com muita dor e tristeza que tive que me despedir de você, minha querida. 
Você fora o maior exemplo de persistência e esperança, lutou até o fim com alegria nos olhos e até o último momento, brincando de correr atrás da bolinha e fazendo bagunça com garrafa pet pela casa.
Até o último minuto, você me olhava com os olhos de filhote, aquela mesma filhote que corria comigo pela rua quando andávamos no bairro, que mesmo esfolando todo o meu joelho de tanto que corríamos, nos divertíamos e sentávamos na grama para descansar logo depois.
Sentirei falta do seu latido protetor, dos seus abraços tranquilizantes, das suas lambidas de alegria, dos seus pulos de ansiedade, do seu choro de birra.
Sentirei falta de ouvir de madrugada o barulhos das tuas patinhas no silêncio da noite, do teu cheiro de terra quando brincava na grama, sentirei falta de quando você empurrava sua casinha para ajeitar e deixar no seu lugar favorito mesmo acordando os cachorros dos vizinhos.
Sentirei falta do seu jeito fofo de dormir, das tuas bochechas caídas, do teu focinho enorme, das vezes que você pulava na água para se refrescar durante o verão.
Vou sentir falta das vezes que corria atrás de você pra te darmos um banho, ou quando te procurávamos e você estava dormindo debaixo do carro. 
Vou sentir sua falta, meu amor. Principalmente da tua baba na minha roupa mesmo no inverno, dos teus pêlos soltando no meu casaco e sujando a roupa de terra, dos arranhões que você me deixava nos braços de tanto que brincávamos, das marcas de pata espalhadas pelo chão, e principalmente das tuas orelhas que você sabe que eu adorava beijar e apertar. Orelhas de Beagle que herdou de seu pai e das pintinhas e manchas pretas de Pointer que herdou de sua mãe!
Sentirei falta da sua companhia, das vezes que você me chamava na janela para pedir pra jogar bolinha com você e também das vezes que ficávamos só sentadas fazendo carinho no chão da cozinha.
Sentirei falta de pegar na rua galhos de árvores para brincarmos e comprar ossos grandes para você roer durantes semanas.
Eu choro de dor, tristeza... mas principalmente de saudade desses nove anos que se passaram de forma tão rápida. 
Você me viu crescer e fez parte de minha história...
Sei que não foi fácil para você, e para nós será muito menos daqui pra frente. Mas fico feliz sabendo que você está em paz e sempre fora cuidada com muito amor e carinho por nós!
Esse vazio que está do lado do meu quarto está me matando, Piti. 
Este silêncio insuportável está me deixando triste e vazia, acredite. Não deu nem dois dias e mesmo assim estou sem forças pra olhar pra sua casinha novamente.
Nós lutamos para você continuar viva e você lutou para continuar conosco. Você é uma guerreira e sempre será.
Sempre comentei com os outros da sua personalidade forte, sempre corajosa, determinada, querida, espontânea e divertida. A cachorra que muitos gostariam de ter tido com toda a certeza... mas você é ÚNICA NO MUNDO e será a mais linda das rosas que passou em minha vida.

Eu te amo Piti, só eu e você sabemos o quanto faremos falta uma para outra.
E lembre sempre de nossa promessa! 

Obrigada por ter me preparado para que eu conseguisse me despedir de você a tempo, lembre-se do nosso último beijinho, do nosso último abraço. 
Estaremos sempre unidas, meu amor!

Você não foi apenas uma cachorrinha, você é a Piti, aquela que mudou a minha vida e a minha visão sobre o mundo.

Eu te amo minha companheira! Esta homenagem é para você, onde quer que esteja, além de repetir o que te disse no ouvido naquela noite, resolvi deixar registrado para nunca mais esquecer! Muito menos quem teve a oportunidade de conhecer esta linda guerreira!

Piti s2 Sempre te amarei, meu anjo! Tua alegria sempre me contagiou e levarei isso como lição de vida daqui em diante! Obrigada por ter existido!

s2 s2 s2 s2 

Fique em PAZ! Love you, sweet!

* 19/07/2004
+ 24/08/2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Minha Piti.

Tuas patas redondas e grandes, pintadas e manchadas levemente de preto, lembram exatamente de tuas grandes orelhas redondas que lisas embelezam tua face.
Cães... qual será o segredo para que nos acolham com tanto fervor e carinho dentro do peito, que apesar dos dias frios e cinzentos, nos devoram de amor e esquecem dos acontecidos?
A vida é curta, me disseram. Bem que sei e sofro por isso. 
Há quem diz que a vida há de continuar céu afora em algum lugar onde os olhos presentes não alcançarão em terra. Mas sei que de alguma forma, a eternidade permanece em nossos olhares e coração. 
Coração, nele acredito cegamente.
O amor que tive e tenho por ti, é insubstituível, uma pequena lágrima em forma de sorriso, uma pequena coleira em forma de lembrança.
Guia-me pelas lembranças, suplico. Mas mantenho intacta a minha fé, nos últimos instantes ela sempre estará ali...Mesmo que ninguém a veja.
Não posso garantir quantos dias viverá, talvez ao amanhecer tu não estarás mais entre nós, ou talvez aguente esta fase difícil por mais uns meses, anos ao meu lado.
Te vejo partir sutilmente e silenciosamente, isto me corrói por dentro. Teu olhar desaba toda a minha alegria momentânea, não quero te ver partir, não quero te ver deitada no chão esperando que a terra cubra seus pêlos negros e brancos. Eu não quero. Te perder seria a dor mais dolorosa em minha vida.
Quero-te por perto, minha filhote gigante. 
Mantenho as esperanças dentro do peito e segurando em tuas orelhas, as minhas favoritas ao enrolar e sorrir, acredito que sairá desta... Acredito no presente de minha promessa, que sempre estarei contigo.
Há quem fale que o tempo não fora nosso amigo nos momentos de companhia, meus compromissos ativaram sua prioridade, e te peço perdão por isso, peço-te perdão, pequena.

Sou tua. Meu coração sempre será teu. Te levarei amanhã para um diagnóstico mais preciso, mas acredite, foi o melhor que pude fazer nestes anos. Não me culpe, não se culpe, melhor não nos culparmos por nada. Melhor apenas aceitarmos nosso amor, nosso olhar de comprometimento destes nove anos consecutivos e um intenso agradecimento por termos sido amigas nesta grande história.
O amor sempre esteve ali, assim como a bolinha sempre esteve em jogo na nossa amizade, presente e rolando para um bem maior: Tua alegria!

Assim será minha fé em tuas orelhas, patas, manchas e rabo comprido, tuas pintinhas na barriga, tua baba de alegria, teu latido de proteção, teu sorriso de criança, teu cheiro de bagunça.

Eu te amo, Piti. Não desista nunca do nosso amor. Você vai sair desta... 
Me desculpe se te magoei, se há algum rancor em teu peito, mas acima de tudo agradeço por ainda estar em minha vida, e lutar por continuar a fazer parte desta história de nove anos.

Minha pequena gigante, tu me viste crescer, me viste virar mulher. E agora estamos juntas batalhando para um bem maior: a continuação e a eternização de nosso amor em uma promessa.

Nunca me abandone, independente da situação.

Eu te amo minha eterna filhote s2

Estamos juntas!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O laço.

    


    Poderia ter partido na mesma hora em que o telefone desligou. Seria uma ótima oportunidade para colocar todas as suas coisas no caixote e jogá-lo para dentro de seu carro, se não por pouco na rua. Mas não fiz. Não fiz porque sou muito ingênua quando se trata de mim mesma. Pequena criança moça, desabe ali suas emoções, estou farta de você. 
                                    Cresça
    O telefone tocou, não era você. Era óbvio que não era você. 
    Eu tinha lhe dito horas atrás, que seríamos felizes e construiríamos um mundo na qual pertenceríamos com os pés no chão.
     Atacando-me novamente, a ingênua aparece.
    Lado a lado, corpo quente esquentando nossos peitos e esfriando nossos medos.
                                 Para onde fui? 
    Sua mentira desabou o que construí. Um ano. Um prazo um tanto quanto bem realizado, bem visto aos seus olhos e aos meus também. Uma pena, "sweet heart".
                    Quem é você? Não lhe reconheço mais - disse.
    Tínhamos tudo, mas acima de tudo, tínhamos a nós. 
    De que vale sonhos baseados em uma relação utópica? Chorei migalhas ao receber o valor dado em beijos, ri centavos de emoção ao descobrir que nunca fora tão única assim.
    Amigos, claro. Sempre os culpados, os amigos. Pena que nunca abrirás os olhos para lhe reconhecer em seu próprio espelho, a não ser para admirar as paisagens dos sonhos selvagens que percorrem sua mente quando apaga as luzes  de forma sutil. Para onde vai? Bar. Seu consolo insuperável enquanto te espero toda santa noite na ponta da cama.
    Seus dentes percorrem um sorriso falso de puro egoísmo, porém difícil, manuseio. Mal consigo enxergar seus olhos, sua genética. Eu sei não a julgo, mas me afeta, pois ela é fria e cabisbaixa. Seus olhos não conversam mais com os meus. Nos desviamos, aceitamos a situação mas nunca trocamos a informação importante do amor. 
    "Quando fomos que morremos? Pois não senti a dor da morte vir".
    Costume. Eis a palavra que corrói meu peito... nos acostumamos com nossas vidas embaçadas e cheias de teias ardidas, tóxicas percorrendo nossas gargantas na tentativa de falar algo que preste a respeito. Se eu tentei? Pois várias vezes o resultado foi nulo, acredite. Por isso silenciava com lágrimas nos olhos na volta pra casa. "Logo passa, mulher. Sua crise sempre é fútil em começo de mês, sabe qual o motivo".Só agradecia de boca fechada de dor.
    Seu sorriso não me convence mais, aliás, quem ri muito, logo desconfio. A beleza não está na gargalhada exagerada, nos passos largos de alegria, na voz alta de euforia. Está no seu desespero previsível.
    Está me perdendo e sabes disso.
    Cada grão que corre de nosso templo, é o grão que construo para o meu futuro. Eis que me instiga a procurar um novo caminho, mas seu cheiro corrói meus sonhos e me faz voltar. Cá estou e volto-me a perguntar.
                            O que queres de mim? 
    Um consolo ou apenas um status permanente na qual a sociedade possa aprovar de pé com aplausos recheados de formalidade? Nunca fiz questão de lhe esconder os meus segredos, até porque nossa amizade sempre fora inventada, no dia em que me roubou o beijo, senti nossas almas entrelaçando, e desde então, viraram um laço completo, até poucos dias sem fim. Virou fita. Uma fita lisa, sem cor, sem odor de nossos cabelos. Uma fita cru.
    Poderia me deitar nesta grama molhada, lembrar exatamente como me mostrava as estrelas. Meu coração ainda pula de saudade e sei que aqui você não está. Está longe... com seus pensamentos acolhidos em qualquer outro lugar que não seja em mim. Seu sono interminável me perturba, confesso. Pois vá dormir, nada lhe tenho a oferecer. 
    Isso, durma cedo, encolha-se no canto mais escuro de seu quarto e não chore por mim, apenas entenda o meu caminho, apenas tenha algum dia vontade de saber o que eu realmente sinto e qual trecho quero seguir.
    Se for pedir muito, me desculpe. Mas fracassamos. O laço desmontou. E somos fitas presas no varal, molhadas e enrugadas esperando que o tempo nos embeleze novamente. 
    Mas em meu peito ainda bate a vontade de ver o pacote de presente impecável, o mesmo que recebi há um ano atrás do seu coração. Um laço de fita bonito que facilmente prenderia nos meus cabelos. Mas sei que ele sumiu junto com nossa história aos poucos...
    Quem sabe apareça um laço novo que retribua o sorriso de meu peito. Um laço na qual sempre esteve presente, mas até então nunca tinha lhe dado a devida atenção. Um laço de fita que ao juntar com o meu, torna-se qualquer laço, um grande presente.
    Já o fitei, mesmo sendo soltas fitas. Qual a fita que agora surgirá? Não sei. Mas o tempo sim, me dirá.

When you have ribbons from every tournament<3

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Palavras de um futuro bom

    Poderia ter sido um dia normal, jogada na cama pensando na vida, poderia assim eternamente ficar, toda noite. Mas preferi me arriscar com você. Ao pular daquele penhasco de insegurança, lhe encontrei segurando minha mão, me protegendo da chuva de espinhos que ocorria lá fora enquanto meu sangue borrava no pessimismo. Desconfiada que sou, não acreditava no que vira.
    Eu poderia jurar que você largaria minha mão naquelas ondas altas, esqueceria meus versos, mal entenderia meus olhares de socorro, mas você continuou na promessa de que ao meu lado, você estaria. E esteve até hoje.
    Juro que até consegui fechar um olho mas mantive o outro aberto, com medo que eu pudesse pisar em falso em um caminho desconhecido. Mantive meu mapa por perto pois caso eu me perdesse, saberia para onde voltar. Voltaria para minhas trilhas conhecidas, já estava tudo programado, projetado e combinado até mesmo com as personagens anteriores. 
    Digo-lhe que tentei voltar a velha trilha, sim tentei mesmo, subir o mesmo morro, cantar no mesmo ritmo. Mas sua voz balanceou o meu trajeto, me desviou da rota, me jogou para uma trilha desconhecida, na qual nada via porém em tudo acreditava. Você me tirou daquela escuridão rotineira na qual era acostumada a passar. E eu o agradeço intensamente por isso.
    Eu poderia ter chorado mil pitangas, inventado cem novos versos, me jogado no chão mesmo na chuva porém no fim, mofaria em um quarto empoeirado. Mas não adianta. Durante os onze meses, você me tirou o fôlego, a calma, o pessimismo, me trouxe a esperança que estava escondida naquele mapa desconhecido. Crente na minha desconfiança de berço, ainda costumava a perguntar.
                                          Quem é você?

    Nada me respondia, dizia que o tempo diria...Um amigo... quem sabe um amor? Um protetor de nome desconhecido que veio simplesmente para me salvar. Sei que estás comigo há tempos. Um anjo que me protege de todos os tipos de ventos, tempestades, vendavais.
    Minha maré alta nos joga para longe muitas vezes eu sei, mas você volta com um barco e mostra que nossa âncora atinge os mais profundos mares deste mundo. Me deixando serena esbanjando a alegria de nosso amor.
    Aprendi que nosso paraíso tem cor. Múltiplas cores... Vamos pintando a cada dia um novo quadro. Dois poetas, dois artistas, dois monumentos em movimento no espaço.
    Somos um porto na qual este ainda nunca existiu, duas almas perdidas e assustadas contemplando o novo do absurdo, uma comédia, um novo drama, uma caixa prestes a ser aberta onde encontraremos as mais lindas surpresas.
    Suas gargalhadas mantém viva a minha esperança de possuir um dia a felicidade plena, seus olhares me fazem sorrir com lágrimas nos olhos. 
    Isso, isso mesmo! Pousa em meu colo, e conte-me seus sonhos e segredos, fique comigo e não me deixe ir. Me segure, me abrace me faça gritar, espernear, chorar as mil pitangas prometidas, mas não me deixe partir.
     Para sempre, ou por pelo menos um bom tempo, não sei quanto durará... Mas sei que a eternidade do momento nos une, numa promessa que a longo prazo permanecerá.
    Nossos corpos dançam sem errar, um compasso de amor sincero, suores de intensas promessas e grandes exemplos. Gritamos ao som da lua, invetamo-nos no embalo da rua, luzes piscam, semáforos fecham, e estamos ali olhando para nosso abismo particular. Mesmo assim não desistimos de nós mesmos, abrimos as portas, as fechamos, jogamos para fora nossa raiva momentânea, sabemos de segredos mas não os contamos, somos muito misteriosos e sinceros para se abrir ao mundo novo de ilusões. Sonhamos alto, mas ainda estamos segurando nossas mãos.
    Somos pesquisadores de nosso próprio amor, resolvemos nossos conflitos nos jogando no tapete da sala, nos rolando de rir como um amor juvenil, e adormecemos nos braços de um amor eterno. São seis da manhã e ainda conversamos no telefone. Sim, telefone. A espécie de tecnologia na qual odeio citar em comunicação barata, apenas para usos emergenciais. Pois é.
    Estive lá, longas duas horas presa a você e a sua voz. Uma voz na qual dizia-me para entender que era outra pessoa, outra história, aquele passado não me pertencia mais. Era melhor eu deixar morrer. E deixei. 
    Durante duas horas você me convenceu a retomar a coragem do meu peito e acreditar totalmente em nosso amor. 

                                "Vamos nos casar", você disse.

                     E eu, aceitei. Aceitei todos os dias, sem pensar em qualquer final triste.


Eu te amo.

E é tudo isso que para mim agora quero: V-Z-o-i-c-z-ê-o.

domingo, 28 de julho de 2013

Claro que dá errado

     Era óbvio que iria dar errado. Esta distância, nossas frases confusas, nossos dias noturnos, nossas conversas mais do que sinceras. Os nossos beijos sempre foram de longe invisíveis, beijos na qual existiram, mas que hoje parecem fantasmas se escondendo em cantos históricos de nossas vidas.
     Eu tive uma semana cheia e você também, falamos de tudo e falamos de pouco, derramamos nossas lágrimas e tivemos sorrisos largos.
     Ali éramos tudo e nada.
     Te ver todos os dias, me corta centímetro por centímetro. Deixando-me assim, pequenos rastros de amor mal dito.
     São tantas as músicas que narram esta trajetória, esta caminhada de tantas corridas e canseiras, pisos flácidos e firmes, curvas e retas, que simplesmente é impossível dizer qual seria a nossa música principal.
     Você liga o rádio. Sorrimos.
     É óbvio que você sabe que amo aquela música, e deixa-me embalar pelo nosso cansaço emocional, deito-me em seu colo com o choro entre a garganta, o mesmo choro pedindo para que se sente ao meu lado todos os dias ao acordar.
     Sinto falta de sua cantoria em meu ouvido, das horas que você me fazia dormir. Aquele teu cheiro característico que ao mesmo tempo amo, me faz ficar indignada.
    Está silêncio agora.
    Pois estou em dúvida em qual música me consolar, não existe mais tempo para nós, e sim um buraco negro em nossas vidas. Na qual dia após dia, somos jogados em uma maré de absurdos que querendo ou não, nossa alma é sugada. O destino faz dela o que quiser. Mas no final, aparecemos, na escuridão de mãos dadas, lado a lado. Independente da circunstância.
     Mas quando nos abraçamos, alivia a dor desta caída no abismo.
     Ao seu lado tudo está certo, e logo mais, nos veremos novamente.

                                  São e salvos. 

                                     Фотографии ocean ☮ inside | 13 496 фотографий                                                                            


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Singulares malefícios

 Esqueço-me do dia em que me arrependi de algo, tal informação bastaria para conter meu próprio riso interno. Segurei forte sua mão e prometi nunca partir, estaria por perto, mas partir, nunca!
Seus olhos arredondados pela vida, me disseram que eu não estaria sozinha, fosse o tempo que fosse, estaria sendo guiada instintivamente por ele mesmo. Ele na qual me deixara ir e vir tantas vezes. Ele pois, ficou.
    Poderia muito bem citar um solo frágil a pisar, porém quebraria em segundos sem sua presença. Não me esquivei muito menos articulei palavras ao vento. Sabia o que estava dizendo e cada palavra mastigada saindo de minha boca.
    Eu cresci no meio de sua boca, alimentada de utopia e platonismo de anos. Agradeço, moço. Agradeço. Sinto-me forte e adubada para vida. E continuo a repetir, não me arrependo.
    Surtamos, gritamos, berramos entre névoas do passado na qual sujaram nossos nomes por anos. Fomos fortes e guerreiros a sair da própria guerra com amor no peito enquanto o mundo nos rodeava com o mais puro ódio.
    Nos amamos, inconscientemente. Choramos no colo, um choro contido, de desespero e desabafo, de carência e de afago. Quem éramos alí caídos? Heróis, vilões ou apenas estávamos dormindo? Éramos dois em um lugar livre do frio. 
    Quem éramos nós? Volto a repetir. Éramos jovens chorando de um passado presente, na qual o próprio presente se desfaz de um futuro bonito. 
    Irresistível era a palavra da noite, a palavra que cobria meus olhos de lágrimas, e sua boca de ternura, a palavra que soava em nossos ouvidos como quem dança no escuro, com a maior vontade de dançar. Suávamos internamente com a vontade de explodir. Que se exploda o mundo, que se exploda os outros, que se exploda aos que nos julgaram impossíveis.
    Pois estávamos ali. Parados, sentados, exaustos de uma vida construída de impossibilidades e críticas, uma vida na qual os dois sabiam a afirmação, mas a solução estava longe de aparecer e com tudo acabar.
    Quem dormira? Será que selamos nossa história, ou deixamos que a vida encarregue de nos mostrar? 
    Morreremos de frio, com pés congelados, no meio dos arbustos se nossas vidas não mais se cruzarem. Mas nos abraçamos, de saudade e de amigável promessa.
    De que a vida, uma resposta irá nos mostrar.


Space Bound | via Tumblr

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Oi

    Eu poderia ter gritado olhando no fundo dos seus olhos. Poderia ter pedido para que você nunca mais dirigisse a palavra a mim. Qualquer coisa, qualquer palavra, já seria o suficiente. Mas boba que sou, não fiz nada disso. 
Não fiz por pura inocência.
Inocência e medo.
Medo de te perder pra sempre, me calei em meus próprios suspiros na noite.

    Sempre te olhei de canto, esperando encontrar alguma pista que pudesse me dizer a qual caminho eu estaria me dirigindo. Lhe conheci pelo sobrenome... 

                                            "Como é mesmo o nome dele? 
                                                                            Ah... sim." 
                                                                                                       disse eu.
    Ingênua que era, apenas sorri. Sorri com o maior sorriso de lata que alguém poderia dar a um desconhecido. Lhe conhecia apenas pelo seu sorriso largo e cabelo bagunçados ao vento. Me apaixonei ao ouvir seu nome, e juntando a composição de seu corpo. Tudo ali combinava. 
    Me lembro. Sim, eu me lembro. O dia em que por você, eu me apaixonei.
    Seu sorriso, foi o que mais me marcou.
    Encantada ficava com os versos escritos em meu peito, quando meu olhar batia sobre sua face. Maldita que fui, virei os olhos de vergonha, justo quando nos apresentaram.
                                                         Oi.
                                                             Olá.
Anos mais tarde, era sua.
Inteira sua.
Por meses sua. 
Pra sempre sua.
E nunca deixei de ser.

    Chorei, me esgoelei, cantei para Deus e o mundo, a nossa canção.
Lhe fitei por horas em uma foto, gritei seu nome na rua aos prantos, nos beijamos na chuva, e rimos encharcados em um banheiro sem uso, soluçando de rir com o cinto na mão.

                                                "É tarde, eu preciso ir."

                                                    "Fica só mais cinco minutinhos então."

    Lá se vão mais algumas horas, e pronto. Nunca mais vira sua aula até então.

    Engraçado como eu nada temia naqueles momentos, só temia o que o futuro de mim tiraria, isso sim era o que mais doía. Ríamos da desgraça, da insegurança anterior, da nossa coragem em pleno dia de semana, do nosso amor inventado em colégio de freira, da nossa suposta forma de amor. Duas da tarde e nós na rede, sentindo o gosto do amor.

    Anos se passaram, e você continua na minha frente. Com a mesma cara de pirralho arrependido, que levou um tabefe e deu um ganido.
    Mas com cara de quem chorou por nada e sorriu por tudo.
    Seu jeito malandro metido a cabeludo, ditado por aqueles tempos do bendito "Oi" de final de segunda-feira chuvosa.
    "A coisa" ta de volta e está presente na minha vida. Eu sei disso, nós sabemos disso...

    Esta ligação nunca terá um fim. É um recomeço a cada história inventada. E cá estamos nós nesta jornada... Digamos que mais evoluída e construída. Com experiência mais do que renovada. Mais um relato chato, eu sei. Você sabe também, pois sei que nem mais lê, mas não tem problema. Escrevo para não perder a consciência.
Mas somos os mesmos.

Eu
Você.

Somos.

O cabeludo e a certinha. 
Vivendo vidas agora parecidas, um novo começo de três anos de passado e três anos de futuro.

Vamos ver no que vai dar.

Deixo assim, a vida me levar.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Protesto dia 17/06/2013



Cheguei do Protesto com sorriso no rosto, de alegria da minha querida Curitiba!

Protesto totalmente PACÍFICO, respeitoso (fizeram silêncio quando passaram perto do hospital), ético e exemplar!

E quem critica protestos, e pessoas que estavam NA RUA: Que pena. Só tenho isso a dizer.

Pois isso não deixa de fazer parte da história. DA MINHA, história principalmente.

Não estamos esperando que as coisas mudem AMANHÃ, (como muitas pessoas me criticaram achando que era este ponto).
NÃO.
Queremos um governo JUSTO na próxima eleição.
Ou que se for antes disso, que a Dilma tenha respeito em relação ao nosso povo no final de seu mandato até passar para o próximo.
Eu, como atriz, estudante de produção cênica e de design, BUSCO melhoras na educação do meu país para que possam OLHAR para a cultura com bons olhos, sem achar que é feito APENAS para classe média alta, burguesia. Ou que meu trabalho não tem valor no mercado e mereço receber POUCO por todos os anos de estudo e horas trabalhadas.
Menos impostos, menos custos, mais incentivo para a cultura básica e educação essencial para a futura geração, é ISSO que eu quero!

"Faça teatro de graça então".
Fácil né. Se fosse assim, então por que os advogados, médicos, veterinários, dentistas, donos de grandes empresas, etc , não divulgam seu trabalho de forma GRATUITA para a população?
Porque DEPENDEMOS disso para viver.
Pelo amor de deus.
Eu trabalho, assim como todos.
Busco direito de valorização como muitos.
E não é o meu "teatrinho" como muitos dizem, que vai deixar de ser valorizado por conta de falta do teu respeito e da ignorância dizendo que não sei política, filosofia e sociologia.

Há anos faço trabalho voluntário em hospitais, asilos e de sociedade que cuidam de crianças carentes e doentes. Utilizo o teatro para DIVULGAR AMOR E RESPEITO.
UTILIZO O MEU TEATRO, para trazer INFORMAÇÃO, SENTIMENTO EXPRESSO PELO CORPO, PELAS PALAVRAS.
Utilizo da minha arte para formar seres PENSANTES, poéticos, formadores de opinião e não pessoas que JULGAM as outras sem conhecer, metendo o dedo na cara dizendo que somos inferiores só porque somos ESTUDANTES e não nos formamos ainda.
"Tão jovens, depois que crescem mal terão vontade de fazer o mesmo".

Estou na luta para que o olhar se volte para a Lei do Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) com bons olhos e de forma JUSTA por aqueles que utilizam a arte como ÚNICA forma de sobrevivência.Para que pessoas como as que eu ouvi hoje, não tirem sarro da voz que temos, por achar banal.
Eu APOIO E PROTESTO para que os GOVERNOS larguem essa doentia obsessão pelo futebol, e prestem atenção na merda que fazem enquanto deixam de lado uma nação inteira.
É fácil falar mal do nosso país e elogiar os países de fora, QUANDO NÃO VIVEMOS NELES, quando não LUTAMOS por ele, quando NÃO corremos atrás de nossos direitos!!!!

Ah. Não adiantou nada o protesto?
Pois desculpa, adiantou sim! Pois eu, como cidadã, senti minha importância dentro da sociedade hoje.
ME SENTI importante atuando no papel de uma cidadã que luta pelos direitos gerais e particulares dentro da minha área.
ME SENTI valorizada e respeitada por pessoas desconhecidas, que ainda acreditam no futuro de nossa cidade, estado e país.
É fácil criticar os outros, quando se já fez "muito" na vida, quando se está atrás de um computador com todo o conforto e se CONFORMA com o governo roubando do teu bolso, fingindo não ver.

Triste pensar que existem pessoas que atuam do lado do governo indiretamente.
Na qual acham que é melhor silenciar, do que botar a voz no mundo.

Eu, através do Teatro e do Design COM TODA A CERTEZA farei algo para que mude pelo menos ALGUMA COISA nesse país!

A ARTE ESTÁ COMIGO!

#VAMOSPARARUA!
VAMOS FAZER ACONTECER!

PRA FRENTE BRASIL!



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Pois.

Não, eu não desisti de escrever.
Eu não desisti do meu sonho.
Só estou tirando férias.
Férias dos meus próprios sonhos.
Estou deixando a vida me levar. - ela vai me levar.
Estou sendo gente grande.
aquela gente grande que eu não gostaria de ser.
Mas sei que é para um bem maior.
amo o que faço.
faço.
e não deixo.
não.
faço.
apenas.
deixo.
eu não desisti.
não.

eu

desisti.

de você.

sim, desisti.

sábado, 8 de junho de 2013

Não.

Não.
Não foi.
Não foi fácil.
Não foi fácil te ver.
Não foi fácil te ver remar.
Não foi fácil te ver remar cautelosamente 
Não foi fácil te ver remar cautelosamente apaixonado
Não foi fácil te ver remar cautelosamente apaixonado. Para!
Não foi fácil te ver remar cautelosamente apaixonado. Para! Depois.
Não foi fácil te ver remar cautelosamente apaixonado. Para! depois? se...
Não foi fácil te ver remar cautelosamente apaixonado, para depois se jogar.
Não foi fácil te ver remar cautelosamente apaixonado para depois se jogar no mar.
Não foi fácil te ver remar cautelosamente apaixonado para depois se jogar no mar e afogar.

Afogar todo o nosso amor.
Porque remou?
Porque remar?

Me pus logo, a chorar.

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domingo, 26 de maio de 2013

True.

A minha verdade está escondida na verdade dos outros. 
Aí eu me pergunto, o que é a verdade? É a sua ou a minha versão? 
É o meu ou o seu momento de glória?
Mentiras? Existem. E nelas um mundo se cria. Um mundo que não é de verdade, mas está baseando-se nela, a partir dos momentos que contamos nossa própria versão do fato.
Meus pensamentos me levam a crer que tudo isso aconteceu de forma surreal, quando na verdade eu senti e cometi o mesmo erro.
Me sufoquei de tanta verdade, que virou mentira, e de tanto mentir, ela virou verdade!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Depende do que é meu



Dependendo do ponto de vista, eu diria que não era impossível.
Era apenas um alarme falso mostrando como a massa move o mundo.
Talvez não fosse uma afirmação, e sim uma negação de como a sociedade demonstra ser.
Muitos podem cair, poucos podem se levantar, e alguns continuam no equilíbrio.
Otimismo atinge os bem afortunados, o pessimismo controla a alma daquele que se debruça no saguão a procura de um pedaço de pão.
Depende do meu e do seu ponto de vista.
Talvez o possível a você, seja carregar três laranjas numa mão, para mim é possível carregar mais de 12, caso eu faça um belo de um suco na jarra.

Os monstros anunciam o que está por vir, e os anjos nos protegem do que está aí.
Mas só nós mesmos combatemos e nos encorajamos o suficiente para vencer uma batalha.
Não há mal, nem bem que simbolizem a fé e a esperança dentro de um peito de guerreiro.
Apenas siga em frente, e continue a acreditar em seus objetivos.
Aí sim, podem analisar o seu ponto de vista!


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segunda-feira, 20 de maio de 2013

O silêncio



    Chega uma hora, que eu paro e penso: "Que dia estressante." Sabe, vivemos numa correria constante, problemas a toda hora, precisamos de energia disponível a todo o vapor, para poder resolver tudo. Sem contar no tempo que temos para solucionar nossos problemas, que na maioria das vezes, é pouco, muito pouco.
    E é aí que me pergunto, onde está o tempo para nós mesmos? Para nossos amigos, para nossa família, nossos estudos aprofundados; calma para fazer nosso trabalho bem feito. Para pensar, refletir sobre nossos atos dentro do ambiente de trabalho, familiar e respeito ao próximo.
    Então lhe pergunto, já parou para pensar nos outros hoje? Não no sentido de ser lembrado somente, mas focando na preocupação do bem estar de quem precisa.
    Vivemos numa sociedade na qual o silêncio não tem espaço, não tem tempo para ele mesmo. Estamos sempre sobrecarregados com os barulhos excessivos, sejam eles do estresse  alheio, de conversas paralelas,  sons desnecessários ao nosso redor, atrapalhando principalmente quando precisamos do precioso silêncio.
    Necessitamos silenciar para poder recuperar o nosso estado físico, mental, espiritual, precisamos parar para pensar. E para pensar, o silêncio é fundamental.
    O silêncio se define em generosidade, solidariedade, respeito, ética, amor e atenção.
    O silêncio nos ensina a ouvir os sons interiores da alma, a sermos humildes e respeitar a vida.
    O silêncio não é apenas ausência de palavras, o silêncio é necessário pois é como a alma se expressa.

Obs: Texto apresentado no Hospital Santa Casa - dia 16/05/2013 com o Grupo de Teatro Tanahora.


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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Louca, louca, louca.

Penso, digo, me julgam.
Penso, me calo, me condenam.
Penso, escrevo, me apontam.
Penso, interpreto, me acham.
Penso, desenho, dão risadas.
Penso, me expresso, se assustam.
Penso, choro, me descriminam.
Penso, corro, me chamam de louca.
Penso, amo, ignoram.

Choro, me escondo, 
me viro no mato,
me jogo da cama, 
leio meus livros,
escuto meus Beatles,
faço um poema,
vejo sozinha o cinema com pipoquinha,
dou risada sozinha,
pinto a cara com a minhas manias,
juro promessas, e quebro regras.

Adormeço e sonho, sozinha.

Viro louca, viro louca.
Me atiram tesouras,
rasgam minha fala, minha coragem e minha alma.

Me aquieto novamente,
me silencio no ambiente,
some a voz e desapareço,
até que minha presença, 
eles logo esqueçam. 

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terça-feira, 7 de maio de 2013

Explicarei a ti o mundo

Eu poderia te dizer como são as mil cores,
poderia te citar mil e um sabores,
contar como é a sensação de sentir a brisa do mar,
e te ler todos os poemas até meu livro acabar.

Eu poderia te explicar como é o cosmos, 
como viemos a Terra,
porque choram os bebês,
do porque precisamos do leite materno.

Eu poderia te dizer do que porque falam de Deus,
como a chuva é leve e bonita quando toca as flores,
contar como é gostoso o barulho do mar,
e te contar coisas sobre o melhor dia de minha vida.

Ao meus olhos, tudo fica explicável, 
perto do nosso misterioso amor!

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terça-feira, 30 de abril de 2013

A falsa direção.

Eu daria tudo para que alguém pudesse me convencer a sair daqui. Destes passos, deste piso, deste solo, de tudo o que um dia já fora meu. 
Me surpreenderia se alguém largasse tudo, para me mostrar o novo, para me mostrar o que nunca antes vi, com um pingo de paciência e calma.
Mas duvido. 
Poderia beijar a testa do indivíduo que me passasse aquela tal de energia positiva que eu desejei a todos com o passar da vida, e o abraçaria agradecendo pela atenção, a mesma que dei as pessoas que me deixaram cair pelo caminho.
O que aconteceu com todos a minha volta? Por que deste olhar? Esta discórdia? 
Gostaria, sinceramente que o mundo parasse por uns instantes, e fechasse esses buracos que insistem em aumentar a minha frente.
Cansei de colocar velhos tacos de madeira para fantasiar o vazio do peito.
Cansei de procurar respostas para a desvalorização alheia.
Lutamos, vamos atrás, aprendemos que temos de ser guerreiros na vida, para conseguirmos verdadeiros amigos...E então, olhamos a nossa volta e descobrimos interesses.
Interesses que nos agridem de tal forma que não seguramos lágrimas o suficiente para lavar o desespero de perder tudo que ama.
Só queria uma pessoa, uma palavra, uma mão.

Quem sabe o caminho está perto e eu só necessite de uma direção.

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