Ultimamente a vida não anda me dando espaço para sentar e olhar o espaço.
Ando deslizando e ignorando os buracos em que venho causado em minha vida, na esperança de que eles se preencham sozinhos. E sei que isso nunca irá acontecer se não partir de mim mesma.
Eu erro, erro muito. Erro a chegar ao ponto de engolir minhas próprias dores para fingir a mim mesma que está tudo bem, que sempre ficará tudo bem.
O que eu escrevo serve de rascunho pra minha própria vida. Escrevo tudo o que desabo diariamente, na esperança de aprender com minha própria verbalização.
Juro, eu realmente não sei verbalizar as coisas... Mas as vezes desce como uma luva e me compõe a imagem de escritora de algo sem fundamento.
Não sei escrever, só sei sentir. Isso que verbalizo são pequenas alucinações de um constante acúmulo de emoções que reverberam dentro de mim... E que por algum motivo se fixam e eternizam em textos que costumo não publicar.
Não me pergunte como estou. Não vou dizer, não responderei e meu sorriso será constante.
Sou várias e ao mesmo tempo sou uma só. Mas ultimamente tenho me visto apenas como duas. Esta que aqui fala, e a outra que batalha pela vida todos os dias.
O que está aqui, é o que quase não se manifesta em vida. Não sei mais qual ponto exagerei... Mas sei que algo está estranho o suficiente para não estar equilibrado. Cada vez que volto a escrever, algo mudou. E só consigo identificar se a mudança foi boa apenas em um olhar distante.
Talvez isso se chame saudade, cansaço, medo, ou até mesmo indiferença...
Mas sei que o pulso desarma e a cama me absorve pra dentro dela a cada pulo no fim do dia.
Não posso reclamar de meus sonhos, eles andam ótimos e bem realizados. Mas me incomoda esse certo vazio que lateja de vez em quando. No fundo eu sei o que é, mas sou teimosa o suficiente pra aceitar e rever minha vida. Não dou o braço a torcer facilmente. Simplesmente deixo estar... E se assim resolvo ficar, um dia se ajeita.
Mas sei que pelo menos um dos campos da vida dará certo, e uma parte de mim se realizará, a outra... Será consequência das próprias escolhas do tempo.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
segunda-feira, 2 de maio de 2016
A verbalização da nova significação
Não digo que me silenciei. Digo que foram dois meses intensos demais para serem verbalizados. Presenciei e senti mais do que expressei.
Minha vida passou por um processo de reintegração de diferentes formas, porém do modo mais natural e orgânico possível. Me reinventei em minha própria rotina e causei-me estranhamento a partir disso.
Larguei o emprego, pintei paredes, aprendi a aceitar mais minhas próprias vontades e esquematizar melhor meus planos. Aprendi a administrar meu próprio dinheiro, a nomear sentimentos e persistir rudemente em meus objetivos.
E dessa intensa reformulação, sobrou um grande pedaço de arte. Um pedaço que há tendência de ser lapidado por muitos anos, um pedaço que mostrou-me movimento e força de vontade, energia e amor pela minha própria vida.
Nesses dois últimos meses me reconheci mulher, reconheci-me criadora de um espaço só meu.
Renasci para decupar meus próprios sonhos, invadir minha segurança para explodir minha liberdade todos os dias.
Renasci na minha própria tentativa de liberdade, em meu próprio objeto de estudo, em meu ponto de partida.
Me reescrevi entre versos, para entender-me como arte. Um nova linguagem artística que a partir de hoje reinventa meus passos e meus objetivos.
Silenciei o que antes me matava, para que agora possa verbalizar o que me vive.
Minha vida passou por um processo de reintegração de diferentes formas, porém do modo mais natural e orgânico possível. Me reinventei em minha própria rotina e causei-me estranhamento a partir disso.
Larguei o emprego, pintei paredes, aprendi a aceitar mais minhas próprias vontades e esquematizar melhor meus planos. Aprendi a administrar meu próprio dinheiro, a nomear sentimentos e persistir rudemente em meus objetivos.
E dessa intensa reformulação, sobrou um grande pedaço de arte. Um pedaço que há tendência de ser lapidado por muitos anos, um pedaço que mostrou-me movimento e força de vontade, energia e amor pela minha própria vida.
Nesses dois últimos meses me reconheci mulher, reconheci-me criadora de um espaço só meu.
Renasci para decupar meus próprios sonhos, invadir minha segurança para explodir minha liberdade todos os dias.
Renasci na minha própria tentativa de liberdade, em meu próprio objeto de estudo, em meu ponto de partida.
Me reescrevi entre versos, para entender-me como arte. Um nova linguagem artística que a partir de hoje reinventa meus passos e meus objetivos.
Silenciei o que antes me matava, para que agora possa verbalizar o que me vive.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Imbatível droga
É um sufoco ardente que prende a voz no próprio consolo.
Uma vontade que reprende a tentativa ao ver o risco do erro.
Um grito que cresce estufando o peito e errando a mira ao desatar.
Um nó que sufoca os segundos esquizofrênicos do amor.
O amor não sossega com faca sem ponta, só para com arma sem fogo.
É um vício sem volta, é um risco sem pausa, uma crescente mortal.
Ninguém sai ileso com o peito puro de sobriedade, enchemos a cara todos os dias.
Somos bandidos desta armadilha e vítimas de nosso próprio poder.
Construímos nossos próprios abismos com as certezas de quedas anteriores.
Cegos nós somos ao nos deparar com danos recém feitos.
Carregamos remendos e costuramos ainda mais para assegurar o novo amor.
Numa rede meio torta, com alguns furos e já velha, servimos o nosso mais puro aconchego revestida de calor humano.
Somos feitos de sonhos e esperança. E esse antídoto é o que nos faz ao mesmo tempo renovar e nos destruir.
O amor é uma droga imbatível que espero nunca desaparecer.
As pessoas precisam de mais amor circulando nas veias.
Uma vontade que reprende a tentativa ao ver o risco do erro.
Um grito que cresce estufando o peito e errando a mira ao desatar.
Um nó que sufoca os segundos esquizofrênicos do amor.
O amor não sossega com faca sem ponta, só para com arma sem fogo.
É um vício sem volta, é um risco sem pausa, uma crescente mortal.
Ninguém sai ileso com o peito puro de sobriedade, enchemos a cara todos os dias.
Somos bandidos desta armadilha e vítimas de nosso próprio poder.
Construímos nossos próprios abismos com as certezas de quedas anteriores.
Cegos nós somos ao nos deparar com danos recém feitos.
Carregamos remendos e costuramos ainda mais para assegurar o novo amor.
Numa rede meio torta, com alguns furos e já velha, servimos o nosso mais puro aconchego revestida de calor humano.
Somos feitos de sonhos e esperança. E esse antídoto é o que nos faz ao mesmo tempo renovar e nos destruir.
O amor é uma droga imbatível que espero nunca desaparecer.
As pessoas precisam de mais amor circulando nas veias.
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Pássaros com asas de pedras.
Francamente, estou enjoada da mesmice deste ciclo contínuo másculo.
Do apelo sexual, do sorriso forçado, das piadas prontas e preparadas encaixadas nas mesmas conversas pré elaboradas.
Enjoada dos que fogem quando não tem capacidade de suportar um possível amor, um medo gigante de arriscar novas possibilidades em terras desconhecidas quando se fala outra língua além de sair da própria zona de conforto.
Prefiro que suma antes que comece, porque aqui quando começa, meu bem...
Não há frio que me prenda, chuva que me desencoraje, calor que me lese, tempo que me segure.
Porque quando a coragem aqui bate no peito, reuniões são desmarcadas, minutos viram horas, intervalos viram tesouros, caminhadas viram conquistas.
Quantas vezes já me vi segurando o mapa atrás de ruas e ruas andando atrás de um amor... de uma causa, um simples porquê. Loucura de andar quadras e quadras, entre becos desconhecidos e ruas desertas. Uma loucura que tenho o maior prazer em sentir quando corre em minhas veias, chega a ser insano o jeito como se é injetado na veia e dentro do peito. Eu gosto de amar o começo de tudo, mas dói como uma facada quando me cortam o caminho.
Está no sangue, isso é claro. Minha adrenalina se move com a vontade do novo, do desconhecido, do diferente. Faço cada dia um novo presente em minha vida, que agregue na bagagem do desconhecido, do inesperado. Nem que seja por um dia, mas pelo menos foi um dia de fato.
É uma loucura doce e ao mesmo tempo silenciosa. Meu ar preso ao peito da ansiedade me faz percorrer caminhos sem medo do perigo, visando apenas o reconhecimento da chegada.
Me vi fazendo estes trajetos muitas e muitas vezes. Pois o peito quando grita, dá sinal verde para qualquer brecha.
Sou feita de pequenos sinais e grandes vontades, não estou viva para sentimentos e emoções mínimas, sei que sou mais profunda que isso.
Mergulho de cabeça e não volto mais a superfície de mãos vazias, me afogo de forma que só volto quando tiver alguma experiência nos braços. Sou feita de histórias, não de pequenos contos.
Vivo para não esquecer minha própria história, e além de tudo vivo para poder contar histórias. E se você ainda quiser voar comigo, meu bem. Segura forte e voaremos juntos... Caso contrário, não se torne mais um peso ao passarinho.
Do apelo sexual, do sorriso forçado, das piadas prontas e preparadas encaixadas nas mesmas conversas pré elaboradas.
Enjoada dos que fogem quando não tem capacidade de suportar um possível amor, um medo gigante de arriscar novas possibilidades em terras desconhecidas quando se fala outra língua além de sair da própria zona de conforto.
Prefiro que suma antes que comece, porque aqui quando começa, meu bem...
Não há frio que me prenda, chuva que me desencoraje, calor que me lese, tempo que me segure.
Porque quando a coragem aqui bate no peito, reuniões são desmarcadas, minutos viram horas, intervalos viram tesouros, caminhadas viram conquistas.
Quantas vezes já me vi segurando o mapa atrás de ruas e ruas andando atrás de um amor... de uma causa, um simples porquê. Loucura de andar quadras e quadras, entre becos desconhecidos e ruas desertas. Uma loucura que tenho o maior prazer em sentir quando corre em minhas veias, chega a ser insano o jeito como se é injetado na veia e dentro do peito. Eu gosto de amar o começo de tudo, mas dói como uma facada quando me cortam o caminho.
Está no sangue, isso é claro. Minha adrenalina se move com a vontade do novo, do desconhecido, do diferente. Faço cada dia um novo presente em minha vida, que agregue na bagagem do desconhecido, do inesperado. Nem que seja por um dia, mas pelo menos foi um dia de fato.
É uma loucura doce e ao mesmo tempo silenciosa. Meu ar preso ao peito da ansiedade me faz percorrer caminhos sem medo do perigo, visando apenas o reconhecimento da chegada.
Me vi fazendo estes trajetos muitas e muitas vezes. Pois o peito quando grita, dá sinal verde para qualquer brecha.
Sou feita de pequenos sinais e grandes vontades, não estou viva para sentimentos e emoções mínimas, sei que sou mais profunda que isso.
Mergulho de cabeça e não volto mais a superfície de mãos vazias, me afogo de forma que só volto quando tiver alguma experiência nos braços. Sou feita de histórias, não de pequenos contos.
Vivo para não esquecer minha própria história, e além de tudo vivo para poder contar histórias. E se você ainda quiser voar comigo, meu bem. Segura forte e voaremos juntos... Caso contrário, não se torne mais um peso ao passarinho.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
A arte do eterno frescor.
O cansaço do peito morno se estica entre o triste choro familiar.
Estufa-se a insegurança longe da sala de estar, calcula-se a hora de ir e a hora de voltar.
Esta menina não sabe a hora de embarcar.
Ela senta com seu vestido passado, entre pernas depiladas e cabelos perfumados, insinua sua inteligência entre abismos mentais, frios e calculados.
Cansou de esperar e enjoa-se de tentar sempre algo a mais. Sua incoerência busca apenas aquilo que no momento lhe satisfaz.
Esta pequena não sabe esperar.
Sua ânsia de necessidade de suprir regalias, a torna imune de sentimentos perdidos e grandes euforias.
Ela respira o mais fundo possível e resgata sua essência, percebendo mais uma de suas discordâncias entre as tais grandes demências.
O mundo dela se dissolve no adeus, e assim se intensifica no fundo dos olhos meus.
Esta guria ao se apaixonar, entra no barco sem voltar.
Quando sente que algo está prestes a desmoronar, ela se isola por alguns segundos, entra no lado do peito mais escuro e recolhe aquela solidão de amor próprio longe de acabar.
Quebra seu barco e se deixa afundar.
Soa como canto silencioso, uma meditação em profunda harmonia, canta um mantra com sua própria alegria, e desata o nó do isolamento angustioso junto ao colo da menina.
Ela se cala, se perturba e sai como se o desconhecido virasse a página e nada a segura mais.
Ela se distrai nos próprios versos e inventa desculpas para possíveis amores.
"Não quero mais amar, amar é utopia de escritores".
Esta menina não sabe manter o amor. Ela cultiva flores em um grande cativeiro, mata o próprio jardineiro (prisioneiro) e ainda quer sair isenta da dor.
Esta menina, não conhece o amor.
O sangue que carrega ali dentro, é o que mantém vivo o seu frescor.
Por não confiar mais nos homens, ela se satisfaz quando se supera da dor.
Maldito seja aquela que inventou o relacionamento sem ardor.
Ela vive um eterno jogo, jogo que rima com louvor.
Deixa a menina em paz, por favor! Pois ela sabe fazer da arte, o seu eterno amor.
Estufa-se a insegurança longe da sala de estar, calcula-se a hora de ir e a hora de voltar.
Esta menina não sabe a hora de embarcar.
Ela senta com seu vestido passado, entre pernas depiladas e cabelos perfumados, insinua sua inteligência entre abismos mentais, frios e calculados.
Cansou de esperar e enjoa-se de tentar sempre algo a mais. Sua incoerência busca apenas aquilo que no momento lhe satisfaz.
Esta pequena não sabe esperar.
Sua ânsia de necessidade de suprir regalias, a torna imune de sentimentos perdidos e grandes euforias.
Ela respira o mais fundo possível e resgata sua essência, percebendo mais uma de suas discordâncias entre as tais grandes demências.
O mundo dela se dissolve no adeus, e assim se intensifica no fundo dos olhos meus.
Esta guria ao se apaixonar, entra no barco sem voltar.
Quando sente que algo está prestes a desmoronar, ela se isola por alguns segundos, entra no lado do peito mais escuro e recolhe aquela solidão de amor próprio longe de acabar.
Quebra seu barco e se deixa afundar.
Soa como canto silencioso, uma meditação em profunda harmonia, canta um mantra com sua própria alegria, e desata o nó do isolamento angustioso junto ao colo da menina.
Ela se cala, se perturba e sai como se o desconhecido virasse a página e nada a segura mais.
Ela se distrai nos próprios versos e inventa desculpas para possíveis amores.
"Não quero mais amar, amar é utopia de escritores".
Esta menina não sabe manter o amor. Ela cultiva flores em um grande cativeiro, mata o próprio jardineiro (prisioneiro) e ainda quer sair isenta da dor.
Esta menina, não conhece o amor.
O sangue que carrega ali dentro, é o que mantém vivo o seu frescor.
Por não confiar mais nos homens, ela se satisfaz quando se supera da dor.
Maldito seja aquela que inventou o relacionamento sem ardor.
Ela vive um eterno jogo, jogo que rima com louvor.
Deixa a menina em paz, por favor! Pois ela sabe fazer da arte, o seu eterno amor.
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