Senti uma necessidade calorosa de uma anotação simples que fosse para este momento. Hoje abre-se uma nova porta em minha vida, entendo seu conteúdo mas desconheço seus limites. Descobri através de uma oportunidade, que posso render mais frutos quando escolhemos a porta certa para se abrir. Estou nela. Estou de frente para esta porta. Inicialmente parecia ser simples e sutil, no entanto percebi que pode ser mais poderosa do que pensava.
Não sei como conduzirei exatamente tal desafio, pois pela primeira vez estou botando os pés para fora e seguindo meu próprio rumo a independência e autoconhecimento.
Sempre registrei momentos marcantes em minha vida por meio deste. E não seria agora que o efeito fosse diferente. Amanhã começará uma nova fase em minha vida. Um grande passo que darei em minha vida e carreira. Uma fase com boas energias e sentimento puro, pois agora sim estou cercada de pessoas que acompanham meu processo e apoiam minhas pequenas e grandes conquistas.
Estou certa de que cada dia que passa consigo com mais clareza e segurança escolher as pessoas certas para compartilhar estes pequenos pedaçinhos de minha história.
Registro aqui minha felicidade diante o desconhecido e inexplorável campo do saber. Meu desejo para este fim de ano é que a felicidade se mantenha a minha porta todos os dias assim como estou vivendo nestas últimas semanas.
Estou sentindo com mais maturidade e alegria o verdadeiro gosto da vida. E posso-lhe garantir: É divino!
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
o monstro
Sinto-me livre. Livre agora das suas inúmeras mentiras que assombravam minha vida. Uma vida na qual teria que constantemente lhe fazer perguntas, para que minha ilusória confiança fosse abstrata e você dissesse enfim a verdade, meses após. Uma meia verdade, uma mentira encapuzada.
Queixei-me aos ventos de meus próprios lamentos, sabendo que não poderia escutar-me, neguei tal acusação de minha parte. Segunda, terceira, quarta, quinta chance. Você fora um rabisco mal feito em minha vida, na qual eu nunca aprendera a solucionar. A cada traço, um rabisco cada vez mais abstrato, escuro e impossível de apagar. Um rabisco na qual a única opção seria jogar fora do que tentar apagar as marcas para recomeçar no papel em branco.
Um rabisco de dor, pranto e mentira. Uma mentira tão funda que fez com que eu ficasse de luto. Luto por algumas horas, naquele balançar de cabeça afirmando a questão, você morreu para mim entre minhas lágrimas de ódio. Sim, lágrimas de ódio que escorriam pela minha face, fazendo com que toda a vergonha de uma possível beleza destruída pela maquiagem, fosse indiferente aos outros que olhavam em relação ao ódio das suas mentiras ao longo dos anos.
Você apodreceu, apodreceu de caráter, alma e espírito. Apodreceu como pessoa. Apodreceu na minha lembrança mais funda. O nojo tomou conta da sua boca e de seu próprio toque.
Você morreu com todas suas fotos, cartas, frases, presentes. Coloquei tudo em um pequeno pacote e botei fogo para nunca mais poder abrir.
Você não existe mais para mim.
Pois descobri que no fundo, você nunca existiu de verdade...
Era apenas uma ilusão de alguém que era um saco de mentiras.
Um alguém que usava máscaras o tempo todo. Um alguém que achava que era único, que poderia confiar plenamente.
"Você confia em mim?" Foram suas últimas palavras otimistas, e em minutos depois, sem querer, acabei desvendando sua outra e pior mentira.
Descobri um dos monstros que perambulam entre os homens.
E deste monstro, só lhe desejo destruição em sua vida.
Queixei-me aos ventos de meus próprios lamentos, sabendo que não poderia escutar-me, neguei tal acusação de minha parte. Segunda, terceira, quarta, quinta chance. Você fora um rabisco mal feito em minha vida, na qual eu nunca aprendera a solucionar. A cada traço, um rabisco cada vez mais abstrato, escuro e impossível de apagar. Um rabisco na qual a única opção seria jogar fora do que tentar apagar as marcas para recomeçar no papel em branco.
Um rabisco de dor, pranto e mentira. Uma mentira tão funda que fez com que eu ficasse de luto. Luto por algumas horas, naquele balançar de cabeça afirmando a questão, você morreu para mim entre minhas lágrimas de ódio. Sim, lágrimas de ódio que escorriam pela minha face, fazendo com que toda a vergonha de uma possível beleza destruída pela maquiagem, fosse indiferente aos outros que olhavam em relação ao ódio das suas mentiras ao longo dos anos.
Você apodreceu, apodreceu de caráter, alma e espírito. Apodreceu como pessoa. Apodreceu na minha lembrança mais funda. O nojo tomou conta da sua boca e de seu próprio toque.
Você morreu com todas suas fotos, cartas, frases, presentes. Coloquei tudo em um pequeno pacote e botei fogo para nunca mais poder abrir.
Você não existe mais para mim.
Pois descobri que no fundo, você nunca existiu de verdade...
Era apenas uma ilusão de alguém que era um saco de mentiras.
Um alguém que usava máscaras o tempo todo. Um alguém que achava que era único, que poderia confiar plenamente.
"Você confia em mim?" Foram suas últimas palavras otimistas, e em minutos depois, sem querer, acabei desvendando sua outra e pior mentira.
Descobri um dos monstros que perambulam entre os homens.
E deste monstro, só lhe desejo destruição em sua vida.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Eu simplesmente não deveria, mas estou. Estou escrevendo e detalhando sobre a dose que você deixou em mim, a dose que tenho a vontade de repetir, a dose que envolveu meus braços, cabelos e cheiros.
Eu quase adoeci em seus braços na loucura de acreditar em suas palavras, como se os papéis fossem invertidos, e que agora, você vira o meu remédio.
Teu silêncio me matou por mais de trinta dias, intercalados pelo teu cheiro e pele viciante. Sua tatuagem me atraia de uma forma ingrata, tão ingrata que era sua. Eu era sua menina.
Aquela dose, aquele momento, aquele seu braço, aquele olhar junto ao sorriso malicioso que penetrava nos fundo de meus olhos, me fazia chorar. Chorar por saber que talvez tivesse um fim, ou até mesmo, nunca tivesse um começo.
Me pergunto todos os dias, quando isso começou? E como acabou? Teve apenas meio. Uma história com um meio, apenas. Com um pico bem desenvolvido, uma conexão absurda e concreta. Estávamos ali. E sabíamos disso.
Nosso meio foi detalhado por nossos suores e silêncios intermináveis. Vivemos de promessas nunca compridas, de planos mais do que longes de serem executados. Fomos subtraídos de um momento real, para algo totalmente inocente aos meus olhos. Repito: meus.
Sua loucura exterminou minhas esperanças de forma doentia e abstrata. Não deixando vestígios, você se anulou por completo, dando a perfeita impressão de que sua presença foi criada por uma esquizofrenia de minha própria natureza. Jogando a culpa da sua loucura em meu colo quente.
Seu vestígio virou apenas uma lembrança mal construída. Um meio pela qual hoje me encontro para poder escrever do que pouco lembro.
Hoje, culpo a bebida. A bebida da qual não lembro o gosto. Mas não do seu olhar, pois seu olhar doentio me matou aquela noite.
Fugi.
Sua loucura exterminou minhas esperanças de forma doentia e abstrata. Não deixando vestígios, você se anulou por completo, dando a perfeita impressão de que sua presença foi criada por uma esquizofrenia de minha própria natureza. Jogando a culpa da sua loucura em meu colo quente.
Seu vestígio virou apenas uma lembrança mal construída. Um meio pela qual hoje me encontro para poder escrever do que pouco lembro.
Hoje, culpo a bebida. A bebida da qual não lembro o gosto. Mas não do seu olhar, pois seu olhar doentio me matou aquela noite.
Fugi.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
O silêncio que secou a alma.
Quem me dera se todo o amor que eu contemplasse em sua presença, fosse na mesma proporção em que o meu fosse aquecido pelos seus braços.
Lembro-me da forma com que carregava-me até o seu peito, para que pudéssemos entender a cura da saudade.
Foi um tempo intenso em que os dias se passaram como se estivessem em uma ventania. Nossos olhos nunca mais se conectaram, sua voz se calou e eu nunca mais te vi.
Quatro ou cinco dias. Foi o tempo suficiente para nunca mais conseguir pronunciar seu nome de forma segura perto de rostos alheios. Digo apenas na frente do espelho para poder curar-me desta insegurança que me trouxe. Sinto-me uma clandestina presa ao seu nome. Não me reconheço perante as sílabas. Não me apeguei a curiosidade de saber qual o motivo de sua procura, apenas determinei um ponto final na qual você com certeza não me daria em determinado tempo previsto.
Nunca saberemos se foi a melhor opção, e qual seria a outra opção, mas o nosso distanciamento me isolou de qualquer tipo de rotina programada, me silenciei entre as paredes de meu quarto durante dois meses. Nada mais via a não ser as suas lembranças escorrendo entre meus cabelos que você tanto acariciava entre os lençóis.
Não sei mais quem sou na sua presença, mas pelo menos agora adquiri uma certa identidade independente. Na última vez que nos vimos, você andava cambaleando, seus olhos mal conseguiam ficar abertos, vermelhos como fogo, e sua boca já não mais dizia com a minha. Comemos nossa janta em um silêncio absurdo, e confesso que foi perceptível a tentativa de buscar algum assunto para botar na mesa, para que a comida fosse digerida de modo mais agradável e saudável. Pois lembro-me a forma como engoli a seco toda aquela comida.
Você preferiu um prato feito, e eu um fast food barato. Lembro-me disso. Sua indiferença só quebrou ao oferecer-me o seu sorvete depois na sobremesa. Mas antes disso, nos alimentamos no pior dos piores silêncios já presenciados... o da indiferença. Apesar de que até nossa andança no carro não fora diferente. Pois o fato de eu ter pagado o estacionamento, me fez ver a dimensão de sua estranheza e indiferença.
Não queria saber de sua vida, e você muito menos da minha. "Saudades" dizia forçosamente para que o silêncio se rompesse no carro.
Mas nos resolvemos poucas horas depois, ou pelo menos, fingimos nos entender por ali mesmo, entre carícias e abraços, beijos sutis e química arrumada.
Certa noite, sonhei que seu prédio estava pegando fogo, você tinha se jogado da janela para salvar sua vizinha que aparentava ter no mínimo 40 anos a mais do que você. No mesmo sonho, cuidei de seus ferimentos, orgulhosa por você ter salvo a vida de alguém.
Alguém. Você salvou alguém. Confesso que é engraçado descrever isso por palavras, pois você mesmo disse que nunca conseguiu salvar alguém, muito menos salvar-se. O próprio vizinho lhe salvou da morte anos atrás.
Adoeci alguns dias pelo meu próprio choro que engolia constantemente em sua ausência, aprendi a lidar com meus maiores defeitos: a ansiedade e a emoção excessiva.
Parei de almejar que os dias passassem rápidos e busquei soluções, tal qual minhas lágrimas que se alojaram em algum canto do meu corpo, longe de meu coração. Essa solução foi inesperada, e mal pude opinar sobre, simplesmente aconteceu. Não digo que secaram por completo, pois de vez em quando tendem a cair e me recepcionar em vida. Porém, nada comparado a como eu era antes de te ter em minha vida.
Você secou as minhas lágrimas da pior forma possível. Você não as secou externamente como muitos casais costumam fazer, você as secou internamente.
E a solidão é o meu pior castigo.
Lembro-me da forma com que carregava-me até o seu peito, para que pudéssemos entender a cura da saudade.
Foi um tempo intenso em que os dias se passaram como se estivessem em uma ventania. Nossos olhos nunca mais se conectaram, sua voz se calou e eu nunca mais te vi.
Quatro ou cinco dias. Foi o tempo suficiente para nunca mais conseguir pronunciar seu nome de forma segura perto de rostos alheios. Digo apenas na frente do espelho para poder curar-me desta insegurança que me trouxe. Sinto-me uma clandestina presa ao seu nome. Não me reconheço perante as sílabas. Não me apeguei a curiosidade de saber qual o motivo de sua procura, apenas determinei um ponto final na qual você com certeza não me daria em determinado tempo previsto.
Nunca saberemos se foi a melhor opção, e qual seria a outra opção, mas o nosso distanciamento me isolou de qualquer tipo de rotina programada, me silenciei entre as paredes de meu quarto durante dois meses. Nada mais via a não ser as suas lembranças escorrendo entre meus cabelos que você tanto acariciava entre os lençóis.
Não sei mais quem sou na sua presença, mas pelo menos agora adquiri uma certa identidade independente. Na última vez que nos vimos, você andava cambaleando, seus olhos mal conseguiam ficar abertos, vermelhos como fogo, e sua boca já não mais dizia com a minha. Comemos nossa janta em um silêncio absurdo, e confesso que foi perceptível a tentativa de buscar algum assunto para botar na mesa, para que a comida fosse digerida de modo mais agradável e saudável. Pois lembro-me a forma como engoli a seco toda aquela comida.
Você preferiu um prato feito, e eu um fast food barato. Lembro-me disso. Sua indiferença só quebrou ao oferecer-me o seu sorvete depois na sobremesa. Mas antes disso, nos alimentamos no pior dos piores silêncios já presenciados... o da indiferença. Apesar de que até nossa andança no carro não fora diferente. Pois o fato de eu ter pagado o estacionamento, me fez ver a dimensão de sua estranheza e indiferença.
Não queria saber de sua vida, e você muito menos da minha. "Saudades" dizia forçosamente para que o silêncio se rompesse no carro.
Mas nos resolvemos poucas horas depois, ou pelo menos, fingimos nos entender por ali mesmo, entre carícias e abraços, beijos sutis e química arrumada.
Certa noite, sonhei que seu prédio estava pegando fogo, você tinha se jogado da janela para salvar sua vizinha que aparentava ter no mínimo 40 anos a mais do que você. No mesmo sonho, cuidei de seus ferimentos, orgulhosa por você ter salvo a vida de alguém.
Alguém. Você salvou alguém. Confesso que é engraçado descrever isso por palavras, pois você mesmo disse que nunca conseguiu salvar alguém, muito menos salvar-se. O próprio vizinho lhe salvou da morte anos atrás.
Adoeci alguns dias pelo meu próprio choro que engolia constantemente em sua ausência, aprendi a lidar com meus maiores defeitos: a ansiedade e a emoção excessiva.
Parei de almejar que os dias passassem rápidos e busquei soluções, tal qual minhas lágrimas que se alojaram em algum canto do meu corpo, longe de meu coração. Essa solução foi inesperada, e mal pude opinar sobre, simplesmente aconteceu. Não digo que secaram por completo, pois de vez em quando tendem a cair e me recepcionar em vida. Porém, nada comparado a como eu era antes de te ter em minha vida.
Você secou as minhas lágrimas da pior forma possível. Você não as secou externamente como muitos casais costumam fazer, você as secou internamente.
E a solidão é o meu pior castigo.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Meus dizeres estão cada vez mais escassos, pois meus olhos já estão respondendo pela minha alma inquieta, buscando perguntas para que meus olhos possam consertar a dúvida.
Meus ouvidos já não confiam na verdade alheia. A verdade é variável. Somos mutáveis em nossos próprios sentidos.
Somos ovelhas perdidas entre o rebanho, e sozinha nos encontramos em nós mesmos.
06/08/2014
Meus ouvidos já não confiam na verdade alheia. A verdade é variável. Somos mutáveis em nossos próprios sentidos.
Somos ovelhas perdidas entre o rebanho, e sozinha nos encontramos em nós mesmos.
06/08/2014
Assinar:
Postagens (Atom)