terça-feira, 10 de julho de 2012

Cinco segundos

                                       


    Sabe-se bem, que aqueles humildes olhares trocados, seriam os últimos a serem vistos com o mesmo sentimento e sentido.
    Até porque, suas vidas haviam mudados, já não eram mais os mesmos.
    A sua alma foi vagando na lembrança do meu passado, a medida em que caminhava com seus passos rápidos na reta direção.
    Cruzavam-se os mesmos caminhos, misturando-se os mesmos perfumes que antes eram selecionados como um só cheiro, mas que hoje, não passam de meros perfumes.
    Cruzavam-se agora no mesmo ponto, as histórias, lembranças e gostos, corações que se amaram e dividiram uma vida, que montaram uma só vida, diante de duas meras almas apaixonadas, como base, e que hoje não passam de meros corpos vagando no mesmo espaço.
    Cruzavam-se caminhos, através de uma reta perpendicular. No que antes, sempre foram um círculo, sem começo nem fim, que após por longo tempo, virara uma esfera, aglomerada de sentimentos puros e sonhos concretos, na qual rolavam mundo a fora em busca de suas realizações como casal. 
    Porém a imensa esfera de sonhos, tornou-se uma esfera de cinzas, ocupando um lugar imaginário na vida corrida, um vazio que se tornara um pesadelo, e que fora necessário deixar de lado, para poder a seguir, preencher com o otimismo e segurança devida para se poder viver saudavelmente.
    Diante de alguns passos após este rápido cruzamento, viravam ali mesmo, meras linhas paralelas, onde nunca mais se encontrarão em um único ponto.
    Tantas observações em milésimos de segundos, porém com mais de três anos de pura história, nos mesmos corpos, que hoje não passam de desconhecidos.


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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Tome um porre literário, e seja feliz!

Em plena manhã de segunda-feira, me deparo com o seguinte trecho: 


‎"As mulheres fazem coisas diferentes quando estão deprimidas. Algumas fumam, outras bebem, outras ligam para o terapeuta, algumas comem.E o que eu faço – o que sempre fiz – é sumir de tudo e de todos, mergulhando em um porre literário que pode durar vários dias". - J. Kaufman & K. Mack in Ler, Viver e Amar em Los Angeles

    E aí enfatizo: Sim, porre literário. É o que costumo fazer ultimamente, não necessariamente quando estou deprimida, apenas quando realmente quero tomar um porre, para me esquecer de algo, sem tomar conta das devidas consequências do álcool.Tomo logo um porre de livros, por que não?
    É uma forma básica de esquecer sem culpa, de engolir as mágoas, esquecer um pouco das preocupações, é investir em si mesma sem ficar com a culpa de que está fazendo aquilo forçadamente, botando sorrisos onde não tem. E o melhor de tudo, ao ler, não falamos bobagens - como quando estamos bêbados - não somos proibidos de dirigir, e muito menos irá fazer mal ao nosso pulmão,não gastaremos dinheiro para pessoas normais" - diga-se de passagem - nos escutarem e não iremos perder horas em academia para recuperar o peso só porque lemos ao invés de comermos quilos e quilos de chocolate para controlar a ansiedade.
                                                 LER.
                                          Apenas, L-E-R.
    Contemplar o silêncio em meio a multidão, sentir-se forte apenas com um certo excesso de folhas escritas em mãos, engolir o choro e achar a alegria escondida em meio a tanta letras escritas em páginas amareladas, é contemplar um novo mundo diante de seus olhos, é absorver conhecimento, ao invés de ficar aos cantos pensando no pior.
    Apenas sentir o gosto da vida, lendo. 
    Não tem coisa melhor, do que folhear certas páginas de autores desconhecidos - a você - e se deparar com frases mais milagrosas que remédios, ou melhor.... Quando você pega aquele autor preferido, sim, aquele mesmo que você lê como se estivesse lendo uma autoanálise que o próprio autor resolveu que você escrevesse no lugar dele, porém mudando apenas o nome do autor.
    Aquele escritor que detalha tua alma em versos, estrofes, palavras sutis e carinhosas, que nos podem aconselhar melhor que muita gente que nos conhece a anos, porém, nada sabe sobre nós.
                                    Ler.
Este sempre fora o meu segredo, seja contra ansiedade, tristeza,TPM, solidão, curiosidade, insegurança... Ou apenas quando quero passar o tempo, esperar alguém chegar, uma aula começar, relaxar antes de dormir, ou quando realmente quero estudar para meu ego se confortar dentro de mim.
    É, este é o amor literário que lhes falo. Um amor que segue sem dores físicas - a não ser que você passe horas na mesma posição lendo - mas aquele amor que dá um tapa na sua cara sutilmente quando na hora certa, vem te falar verdades, puxa tua orelha com cautela, com belas palavras e te diz do porquê o mundo está desse jeito.
    Quem lê, abrange um mundo inexplicável, um mundo que você só vai conseguir lidar, se houver acúmulo de palavras o suficiente, assuntos entendidos o suficiente.... para daí depois poder questioná-lo a altura, sem passar vergonha, ou sem ser rotulado como preconceituoso, e sim, como formador de opinião. Personalidade própria, eu diria.

    Enfim,cá estou eu, lendo "Doidas e Santas" de Martha Medeiros, rindo feito boba de meus próprios defeitos, da ansiedade das mulheres, e dos pequenas falhas das mulheres com seus maridos ao longo do dia, e da dura batalha de ser mãe.
    Eis um livro que recomendo, pois já me peguei sorrindo magicamente durante páginas lidas, sem explicação nenhuma, apenas, por ter me achado entrelinhas.
    Um ótimo remédio, para qualquer sentimento ou hora... É ter um livro em mãos.



    E é por isso que adoro Monteiro Lobato, pois eis que nos diz duas frases marcantes, que seria excelente relembrar neste texto:

"O verdadeiro analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê."

 "um país se faz com homens e livros."


Acho que posso muito bem terminar este texto, com essas duas frases, sem mais nenhuma explicação.

Só uma dica: Leia e ache sua alma entre linhas literárias. <3


Grande beijo!


                                   Tumblr_ludifholm01r0tdmeo1_500_large

What is it?

É o sorriso de canto,
talvez os olhos que brilham sutilmente,
ou talvez pode ser as vezes em que mexe em seu cabelo, delicadamente.


É o jeito que pisca,
talvez o jeito lento com que anda meio distraída,
ou talvez o motivo pela qual ria sem motivo a vista.


É o seu falar misterioso,
talvez o jeito na qual se veste ou fala manhoso,
ou talvez coisa da minha cabeça, de um mero escritor preguiçoso.

Talvez seja um costume fora de moda,
um amor platônico com seus mistérios em volta.
Na verdade...
É a poesia que inventa amores de uma futura história.




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quinta-feira, 5 de julho de 2012

A inocência do conhecer

    Espero um dia estar segura o suficiente, para poder assim, falar sobre a vida. Digo, madura o suficiente para falar com certeza sobre ela. Com uma grande mistura de gostos, sensações e sentimentos. Muito já vivi, mesmo com a pouca idade que apresento. Porém, muito posso falar sobre minhas fantasias, utopias, livros lidos, histórias que vivi, e sonhos que me consomem durante a noite.
    Meus pensamentos se transformam em textos, com muita facilidade, assim que deixa a inspiração falar por mim, tanto que muitas das vezes, começo falando de um assunto e termino em outro logo após.
    Sei que parece meio confuso, mas tudo isso é consequência de uma leitura compulsiva por livros há um longo prazo.
    Pensando bem, não quero estar madura nem segura o suficiente para falar sobre a vida, nunca! Pois aí é que está a graça da vida, viver as custas da inocência de uma criança, em busca de futuros caminhos, misteriosos e imprevisíveis, sem saber o grande risco que temos a correr.
    Um dia, certo professor me disse, que quanto mais somos curiosos e chatos em perguntar, mais respostas obtemos não para a nossa pergunta, mas sim, para perguntas que a vida nos faz constantemente e que muita das vezes, não sabemos as devidas respostas.
    Faz todo o sentido sim, pois aí que me vem o pensamento "X" da questão:
Por que ao crescer, nos conformamos ao escutar um simples "Não" ou "Sim" ?
Por que não continuamos a buscar suas devidas respostas, origens, a base de todas estas dúvidas que nos corrói por dentro...
    Será medo, insegurança, excesso de maturidade? Ou apenas conformismo pela idade?
    Pois crianças são inquietas, curiosas, questionadoras, e procuram sempre buscar conhecimento perante o desconhecido, de uma forma criativa e prática.
    O medo para elas é constante quando se vai atrás de algo desconhecido, porém, a própria recompensa é quando se descobre este mistério com seus próprios pensamentos, chegando a um entendimento próprio.
    Portanto, serei sempre uma eterna criança, com sede de conhecimento.
    Ser uma criança que terá sede por caminhos que possam me levar a respostas complexas, para melhorar cada dia mais, a minha experiência de buscar o desconhecido, transformando meu medo, em alegria do novo aprendizado.


                        Adorable-aww-baby-beauty-blond-favim.com-455266_large

My little sunshine

Era um ponto de sol,
um ponto de sol, que começara a me fazer feliz,
a partir do momento em que surgira em minha vida.
Aos poucos fora esquentando meu coração,
que pedia por calor e atenção.


Um bebê que nascera em meio a tanto silêncio,
silêncio este que me deixava com o olhar focado distantemente,
já que não havia importâncias a preocupar,
era uma vida pacata, sem ter muita vida a festejar.


Sua pequena alminha me trouxera um alívio no peito,
só ao olhar seus olhinhos brilhando de vida,
seu pequeno corpo colado ao meu,
precisando do meu ser, para poder dormir em paz.


Sonhando talvez no tamanho da sede, que tinha por viver.
Sentia seu pequeno coração, palpitar sobre meu peito,
sua mãozinha segurava a minha,
na certeza de que naquele momento,
estaria segura e protegida.


Como em um eterno balançar,
te conduzia a dança para descansar,
e era o som de sua respiração que iniciava o ritmo da dança,
uma dança que embalava duas almas,
e um único amor.


Em pouco tempo, minha alma estava salva,
meu pequeno raio de sol, estava já dentro de mim
e novamente, pude sentir o verdadeiro gosto da vida,
e a imensa vontade de viver.
  


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