terça-feira, 5 de junho de 2012

Um dia, basta.


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Basta apenas um dia, para acabar com o que mal tinha começado.
Um dia para estragar o bem finalizado.
Um dia pra fazer chover todas as lágrimas escondidas.
Basta apenas um dia, para criar uma guerra entre feridas.
Um dia para tudo dizer.
Um dia para nada se resolver.
Basta apenas um dia, para tudo acabar
e mesmo assim, em menos de um dia, tudo pode te desanimar.

Largou o "nada" e foi embora levando o "tudo".



Ela observou por muito tempo, o mesmo retrato.
O retrato que mostrava suas histórias de cabeça para baixo, suas histórias que por fim, não tinham sentido algum.
Aos seus objetos mais significativos, ela se despediu.
Com um certeza na cabeça e fogo nas mãos, rasgou o último vestígio de alguma esperança ali guardada.
Correu em frente sem olhar pra trás.
Pois sabia que ali,segundos atrás, talvez tivesse deixado uma escolha um tanto quanto sensata.
Mas não, sua experiência cochichou em seu ouvido, e disse para ali, nunca mais voltar, seu futuro está guardado no orvalho das rosas que estariam para nascer, sua sensatez sempre está errada aos outros olhos. 
Foi aí que ela teve a certeza, de que seu passado está enterrado junto com as sobras do jantar.


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terça-feira, 29 de maio de 2012

Reflexão.



    Por certo tempo, havia esquecido de como as estrelas eram lindas, como é  maravilhosa a maneira de como guiam nossa mente. Havia esquecido como o silêncio também é necessário e fundamental, fazer parte de nossa vida.
    Meu sorriso desmoronou nas escolhas muitas vezes. Porém são os passos mais difíceis que decidirão meu futuro e eles,estarão mais do que certo, sem dúvidas. Pois mesmo nos magoando, aprendemos com nossos próprios erros.
    Claro, possuo medos. Medo das consequências de minhas escolhas, como qualquer pessoa. Sei que minhas dúvidas também são necessárias para adquirir experiência para saber o que era o certo e o que era errado.
    Caímos, tropeçamos, levantamos e continuamos a andar para uma nova trajetória. 
    Essa é a vida.
    Um eterno caminho sem retornos, com muitas curvas, obstáculos, buracos, chuva, frio. Mas também há de ter os pedaços em que o caminho é florido, ensolarado, fresco, forte e seguro.
    Depois de certo tempo, percebi que precisamos buscar novamente nosso "eu" interior, no próprio silêncio... Refletir sobre nossos atos, sonhos e escolhas.
    Necessitamos resgatar o que há de melhor em nós e botar em prática. Necessitamos olhar para nós mesmos e ver como a vida é mais do que bela para poder ser aproveitada... Com a nossa respiração, nossa calmaria, nosso jeito de falar.
    Precisamos primeiramente nos amar, amar a nossa vida, nossa história, recuperar a nossa própria confiança, superar nossos medos e derrotas. Para daí sim, caminhar para a estrada do amor.


    Antes disso, serás escravo de alguém que nunca fora, apenas um corpo em movimento, sem vida e amor-próprio.


Viva seus sonhos e seja feliz acima de tudo, não deixe que a rosa que tem dentro de si, murche, sem ter esperanças de obter um novo botão ao seu lado.


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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Recomendação.literária.da.semana #2

    
                 Perdas e Ganhos - Lya Luft 


Lya Luft é uma mulher de seu tempo, e sobre ele dá seu testemunho em tudo o que escreve, especialmente neste livro. Uma mulher madura que já experimentou perdas e ganhos, mas mantém o otimismo, ama a vida, se diz um bicho de sua casa embora pouco doméstica, considera sua família o centro da vida, e a vida mais importante que a literatura. "O que escrevo nasce de meu próprio amadurecimento, um trajeto de altos e baixos, pontos luminosos e zonas de sombra. Nesse curso, entendi que a vida não tece apenas uma teia de perdas, mas nos proporciona uma sucessão de ganhos."
    Em Perdas & Ganhos, Lya retoma alguns dos temas desenvolvidos em O rio do meio, trazendo, mais uma vez, grande parte dos questionamentos que encontra nos muitos debates, grupos e seminários de que participa. Dessa forma, ela procura estabelecer um diálogo com seu leitor - como se conversasse ao pé do ouvido, sendo uma amiga íntima, disposta a escutar todos os segredos -, aproximando-o de suas inquietações e dúvidas, e, assim, fazendo-o repensar a sua própria trajetória. Acima de tudo, Lya espera trazer esperança com seu livro, pois acredita que "a felicidade é possível, que o amor é possível, que não existe só desencontro e traição, mas ternura, amizade, compaixão, ética e delicadeza", porém sempre lembrando que as pessoas são responsáveis e inocentes em relação ao que acontece com elas, sendo autoras de boa parte de suas escolhas e omissões.


Obs de Nanda: Realmente este livro está na lista dos meus favoritos, ele me fez repensar sobre muitas atitudes, e reformulou muitos pensamentos antigos na qual me fez deixar de lado certas lembranças para começar a enfrentar uma nova fase. Vale muito a pena ler, SUPER recomendo!!





quinta-feira, 10 de maio de 2012

Na caixa.

Está vendo aquela caixa ali no canto?
Sim, aquela toda preta, singela e humilde na sua simplicidade.
Sem estampa, lisa, porém pesada.
Aquela mesma caixa que pensei que nunca fora usar, está cheia, lotada. 
Lotada de lembranças.

E é ali onde tudo está guardado,
por dentro há cores, cheiros, suspirando sempre amores.
Cartas, risos, abraços, beijos, suspiros bonitos.
Está tudo ali.
Assim como as vozes altas, os gritos fortes, a vermelhidão da cobrança.
A pressão do perfeito, as lágrimas de dor.
Está tudo ali.

E dali não sairá mais.
Caixa preta do luto.
Meu coração estará de luto.
Enquanto longe de mim, a caixa estiver.
Meu coração não irá sossegar.
O amor desceu sobre a caixa,
preta e negra como a noite.
Que nos deixa solitários, porém ao mesmo tempo, temos a companhia da mesma lua.

E é dela que a força virá.
A lua.
Sua luz que aparecia para completar uma cena romântica entre bancos,
está completando meu coração com a companhia de uma natural poesia.

Está vendo aquela caixa ali no canto?
Joguei fora. 
Fora da minha vida, de uma vez por todas.

Pois agora tenho a luz da lua para me guiar.

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